terça-feira, junho 14, 2011

A Fonte 580


Mais uma Fonte dos Amores (Ortiga, Mação),
como tantas outras que temos visto por este mundo fora,
dedicadas aos amores infelizes, aos amantes desditosos,
"Pedro e Inês", "Romeu e Julieta" ou ainda "Tristão e Isolda"



…quero-vos eu tal ben
Qual mayor poss’ e o mui namorado
Tristan sey ben que non amou Iseu
quant’ eu vos amo, esto certo sey eu…


(uma cantiga em que o rei-poeta português D. Dinis, compara o seu amor por uma donzela com o de Tristão por Isolda)

sábado, junho 11, 2011

Amanhecer CCLXXI



Não foram poemas nem rosas
Que colheste no meu colo
Foram cardos, foram prosas
Arrancadas do meu solo

(1981 - Talvez o mais conhecido poema de Miguel Esteves Cardoso e certamente a mais conhecida canção interpretada por Manuela Moura Guedes)

segunda-feira, junho 06, 2011

A Fonte 579



Vale do Jamor (Cruz Quebrada)

Tem uma data - 1849 - passaram 162 anos neste tanque de regadio da antiga quinta.

sábado, junho 04, 2011

Amanhecer CCLXX



Imagem bonita para uma canção igualmente bonita, mas triste, que não me sai da cabeça desde há alguns dias.

Seasons in the Sun

«Goodbye, my friend, it's hard to die
When all the birds are singing in the sky,
Now that the spring is in the air,
With the flowers everywhere,
I wish that we could both be there!»

(Terry Jacks, 1974 - versão inglesa de "Le Moribond" de Brel)

quinta-feira, junho 02, 2011

a ver navios 114



Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio,
é melhor estar calado a ouvir, a ver e... esperar.

segunda-feira, maio 30, 2011

Rodas do Tempo (4)



Dos nossos medos
nasce a nossa coragem
e nas nossas dúvidas
vivem as nossas certezas.
Os sonhos anunciam
outra realidade possível
e os delírios outra razão.
Na desorientação
esperam-nos achados
porque é preciso perdermo-nos
para nos voltar a encontrar.

(Eduardo Galeano)

sábado, maio 28, 2011

terça-feira, maio 24, 2011

a ver navios 113



Triste
Muito
Desgosto
Imenso
Sentimento angustiante que nasce cá dentro e vai crescendo...
Sensação incómoda do mundo exterior que me rodeia e me invade...
Tudo junto, é horrivelmente degradante do espírito, pesadelo da mente; é mal do corpo, doença fisiológica, sofrimento físico.

domingo, maio 22, 2011

A Fonte 578


Arouca
Nada sei de especial que possa contar acerca este degradado e seco fontanário colado na parede exterior (poente) do Mosteiro que foi a casa de clausura de D. Mafalda, Santa e Rainha, filha de D. Sancho I de Portugal.
É mais uma lembrança da minha última, mas não derradadeira, espero eu, passagem pelo extraordinário vale de Arouca.

sábado, maio 21, 2011

Amanhecer CCLXVIII



Há uma primavera em cada vida:
é preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada...

(Florbela Espanca)

domingo, maio 15, 2011

A Fonte 577



Pinhão (Alto Douro Vinhateiro)
Durante uma das últimas cheias, o nível das águas do rio passou acima desta velha porta na rua que leva ao cais do Douro.

«Durante séculos o Douro foi temido.

Os homens afastavam-se das margens com medo das cheias violentas de Invernos chuvosos e das febres palustres de Verão quando o Douro era um fio, no leito seco.
Por isso as povoações ribeirinhas que hoje existem são relativamente recentes, como o Pinhão e a Régua, Pocinho ou Barca d'Alva, outrora pequenos núcleos de cabanas de barqueiros e pescadores.

Cachões e rápidos, só com destreza e fé dos marinheiros e um barco apropriado se passavam. O pior era o da Valeira, até final do século XVIII fragão intransponível donde as águas reprimidas caíam em açude, no cenário dantesco da penedia abrupta das margens.

Mesmo depois de quebrados os rochedos que impediam aos barcos a passagem (1792), só com o credo na boca e a alma entregue a S. Salvador do Mundo, que lá em cima velava, os marinheiros, de braços tesos, ganhavam coragem para seguir em frente. Muitos lá ficaram...

Entre os naufrágios conta-se o do Barão de Forrester que aí morreu, dizem, com o cinturão de libras de ouro que o levou ao fundo. Mais sorte teve D. Antónia Ferreira, a sua anfitriã dos dias passados na Quinta do Vesúvio, que, na tradição popular, teria ficado a boiar nas saias rufadas em balão.»

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...