sábado, abril 23, 2011

Amanhecer CCLXIV



Quase na véspera de mais uma recordação do Dia da Liberdade - 25 de Abril de 1974 - encontro-me, por acaso, nesta Rua dos Abraços.
Pode ser um prometedor começo para este dia:
"Quem dera receber tantos abraços, hoje, como naquele distante e longo dia de 1974..!"

sábado, abril 16, 2011

Amanhecer CCLXIII



..e hoje fica assim, por escrever, a descrever,
qual a sensação do momento que foi o encontro com esta luz intensa...

quinta-feira, abril 14, 2011

a ver navios 112



Aqui parado a pensar:
Haja esperança e fé.
As coisas vão mudar,
Com a volta da maré.

terça-feira, abril 12, 2011

A Fonte 573



Já cá faltava uma fonte!

Ultimamente, tenho andado com uma preguiça estupida, ou estou a ficar farto de fontes - tenho passado por muitas sem me dignar parar, para tirar a fotografia.
Por isso aqui fica uma (dos meus arquivos do ano passado) que tal como muitas outras, ficou por publicar e (acima de tudo) por identificar.

Sei que se chama "Fonte Nova" (lê-se no letreiro) e estou seguro que já passei por ela várias vezes e nunca parei para beber água, na estrada que, cruzando a Barragem da Valeira, liga S. João da Pesqueira a Carrazeda de Ansiães.
Fica no cimo de uma íngreme encosta na margem direita do Douro e julgo que se trata da povoação e freguesia de Linhares.

sábado, abril 09, 2011

Amanhecer CCLXII


Quentes e frios, chuvosos e soalheiros,
prosseguem os dias de mais uma Primavera.
Dizem uns: "o tempo já não é como dantes..."
Engano. A vida, a deles, já não é o que era.
Esquecidos. Nunca serão bons conselheiros.
Esssa é a verdade de quem já não tem sonhos.
Uma vida é apenas a soma de alguns instantes,
uns mais ou menos tristes, outros mais risonhos.

E assim vai o mundo.

terça-feira, abril 05, 2011

sábado, abril 02, 2011

Amanhecer CCLXI



Não sei se quero acordar..?
Parte de mim, acha que não,
«que já não vale a pena!»
A outra parte não quer dormir,
«pois tem receio de sonhar...»
E assim permaneço deitado,
muitas horas na madrugada,
entre o sono e o sonho,
ou entre a vida e a morte,
sem decidir o que escolher,
até que... o cansaço vence.

quarta-feira, março 30, 2011

Fim da Linha



Le moribond

«Adieu ma femme je vais mourir
C'est dur de mourir au printemps tu sais
Mais je pars aux fleurs les yeux fermés ma femme
Car vu que je les ai fermés souvent
Je sais que tu prendras soin de mon âme»


(Jacques Brel, 1961)

domingo, março 27, 2011

A Fonte 572


Às portas de Trancoso,
a "Fonte de David", que já teve duas bicas e dois tanques (com água).

Sonhava, anónimo e disperso,
O Império por Deus mesmo visto,
Confuso como o Universo
E plebeu como Jesus Cristo.
Não foi nem santo nem herói,
Mas Deus sagrou com Seu sinal
Este, cujo coração foi
Não português, mas Portugal.


(Poema de Fernando Pessoa,
definindo o Sapateiro, Profeta e Trovador Gonçalo Anes, o "Bandarra" (Trancoso, 1500 a 1556).

sábado, março 26, 2011

Amanhecer CCLX


Acho que hoje, deve ter sido um amanhecer bastante doloroso para "alguém"
que reside, temporariamente, aqui nas traseiras do antigo Mosteiro de S. Bento da Saúde.

quinta-feira, março 24, 2011

A Fonte 571



Sou sapateiro, mas nobre
Com bem pouco cabedal;
E tu, triste Portugal,
Quanto mais rico, mais pobre.

Quem por aqui passesse neste chafariz, às portas de Trancoso, por volta de 1530, talvez tivesse o ensejo de escutar as Profecias de "O Bandarra", ditas pelo próprio Sapateiro enquanto enchia cântaros de água para curtimento das peles com que remendava os sapatos da clientela.

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...