Esta espécie de Cravo, habitualmente matizado de cor-de-laranja, é uma das poucas, mas fortes, recordações que guardo da minha infância, em Lisboa.
Ficou-me na memória o aroma picante, característico desta flor, que na Primavera e no Verão, dava mais colorido às varandas, aos páteos e quintais das traseiras das casas do bairro onde nasci, Campo de Ourique, no mesmo prédio onde viveu o maior poeta de Lisboa.
Dele, do Pessoa, obviamente, não me lembro mesmo nada - ele morreu duas décadas antes de eu nascer; do Poeta, desse sim, lembro algumas coisas escritas, como por exemplo,
«Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.»
Quer nada: serás livre.»
