quarta-feira, junho 10, 2009

o Dsconcerto

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Desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.

(Luis de Camões, 1547)

Já vem de longe o desconcerto do nosso mundo...

terça-feira, junho 09, 2009

a fonte 399

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Realmente... só mesmo os Gregos conseguem perceber uma coisa destas:

«Πρόκειται για ορεινό όγκο, με πολύ απότομες πλαγιές και υψόμετρο 811 μ.. Τα πετρώματα που επικρατούν είναι ασβεστόλιθοι της σειράς Τρίπολης. Περιβάλλεται από εκτεταμένες καλλιέργειες αμπελιών και ελαιόδεντρων.»
Apesar de tudo, o Word2003 (Microsoft software) consegue traduzir razoavelmente a coisa, para Inglês:

«It is mountainous volume, with very abrupt plages of altitude 811 m. The rocks that prevail are limestones of order Tripoli. It is surrounded by extensive viticultures of and olive trees.»

segunda-feira, junho 08, 2009

Solipsismo


.. e se Eu pensar que,
«Todo o Mundo é apenas um esboço virtual do que o (Eu) Ser imagina, incluindo, está bom de ver, o Corpo do próprio (Eu) Ser - tudo não passa de uma reprodução mental, um pensamento, fugaz no tempo infinito.»

a fonte 398

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Só mais esta e vou-me embora, para outras paragens.

É o Cantinho das Merendas, no parque florestal da terra natal de Malhoa (o pintor, José; não a cantora, Ana), que podemos considerar como a cidade mais alentejana da Região Oeste.

Não é um sacrilégio afirmar, que a cidade tem as suas raízes no Alentejo, uma vez que foi fundada, criada a partir do nada, pela "Princesa Perfeitíssima" (a Rainha mulher de El Rei D. João II, o "Príncipe Perfeito") D. Leonor de Aviz, natural de Beja.

Chega de fontes das Caldas da Rainha.

domingo, junho 07, 2009

Um Aforismo


Toda a gente conhece a escusa mais divulgada no mundo «Errare humanum est,» esquecendo (ou desconhecendo) por norma a conclusão final deste aforismo latino, «..perseverare autem diabolicum.», quer dizer:

«Errar é humano, persistir no erro é diabólico.»

«Errare humanum est, perseverare autem diabolicum.»

sábado, junho 06, 2009

Amanhecer CLXXII

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«Hibernolândia,
é uma terra atacada por uma moléstia de que todos padecem, tão forte e profundamente que ninguém reflecte sobre a ilusão em que vive:



Uma sociedade que, cavando um fosso entre a opulência de uns e a carência da maioria, destrói as bases da sua harmonia - uma civilização que, voltada contra a natureza da qual depende, ignora estar a cavar a própria sepultura.
Na incultura geral, que nada tem a ver com falta de informação nem falta de estudos, mas com egocentrismo e insensibilidade ao sofrimento alheio, a própria democracia não pode senão expressar a geral falta de qualidade humana dos cidadãos e ser presa de políticos que vivem de angariar votos ao serviço de obscuros poderes económicos.
Na Hibernolândia, tudo está invertido em relação ao que seria normal e natural e a suprema inversão consiste em ninguém reparar nisso. É um espelho daquilo que temos até hoje feito do mundo e de nós mesmos.
Mas, eis que alguém se dá conta da inversão de valores da sociedade e inicia o despertar do estado de hibernação, começa a tomar consciência e... a cura, o restabelecimento da saúde social, alastra então como um vírus.»


(Sobre, "O Cântico dos Melros", de Augusto Carlos)

sexta-feira, junho 05, 2009

a fonte 397


A poucos metros da anterior fonte (396) esta outra num espaço público animado pelo escultor Ferreira da Silva.
Na minha irrequieta vida, quase nómada, mais uma vez nas Caldas da Rainha.
Fui comprar fruta e hortaliça fresca, como soía dizer-se, "viçosa", directamente aos produtores que vendem no mercado ao ar livre, no largo (Praça da República), a colheita da sua hortas e pomares - resultado de uma aposta no trabalho dedicado à agricultura de subsistência, de sobrevivência, eu diria até de persistência e resistência de alguns velhos avessos à mudança.

quinta-feira, junho 04, 2009

a ver navios 77


PENSAMENTOS DUVIDOSOS

Viver, mais ou menos, bem ou mal, melhor ou pior.
Afinal que importa isso? Pois se o Mundo não existe..!

Nada do que parece, realmente é. O que se vê não está lá.
A única realidade é o que se pensa.
Quer dizer, aquilo que se pensa ou o próprio pensamento em si - o que é o pensamento?

É feito de quê? Qual a sua génese? De onde vem?
Onde é que ele existe? Que existe, é certo e seguro, indubitável, inquestionável,
ou talvez não... porque,

Eu não existo porque penso,
Eu penso, porque existo e... é tudo!
Pronto, está bem, é igual.
Parece a mesma coisa mas não é tal.
Se eu estou a pensar, portanto (logo) estou a existir, a ser.
Mas eu posso estar a pensar que existo e estar enganado.!?
As grandes dúvidas:
- A dúvida metódica.
- A dúvida existencial.
- A dúvida essencial.

quarta-feira, junho 03, 2009

a fonte 396


Mais uma que está nas Caldas da Rainha desde o "ANO DE MDCCLXXV".
Penso que não foi sempre assim - três alguidares de barro para uma só bica?

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!