terça-feira, abril 21, 2009

a fonte 375

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FLOR DA ROSA
um apelo ao romantismo, à poesia, neste nome deveras interessante de uma terra Alentejana pouco conhecida do turista nacional.
"Migas de Batata"
um apelo à gastronomia, num prato típico Alentejano que saboreei pela primeira vez aqui, numa tasquinha da rua principal, pertinho do antigo Convento, convertido em Pousada.

Incentivo

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...e como incentivo para levar a vida por diante,

venho aqui lembrar um pensamento de Einstein:

«Quem nunca errou, nunca experimentou nada novo.»

segunda-feira, abril 20, 2009

o Sentido


«O sentido da vida é um sentido único.
Ou a vida é uma via de um só sentido.»
(alguém escreveu, talvez eu..?)

Todavia há outro sentido da vida, para os poetas e os filósofos.
Como Homero, que terá escrito na Ilíada, há 2900 anos:

«Insignificantes mortais
que como as folhas desabrocham e aquecem de vida, e se alimentam do que o chão
lhes dá, para logo murcharem a de seguida morrerem.»

Por seu turno, o Monge Budista Tibetano, Dalai Lama, hoje pensa que:

«O sentido da vida
está associado a sentimentos de harmonia e felicidade; sem felicidade a vida
perde sentido. A felicidade está no centro das nossas vidas e da nossa procura
de sentido para a vida.»

Por isso se pode inferir que o pensamento, está na origem da infelicidade:

«Ao tomarmos consciência
das nossas fraquezas, nos questionamos acerca da morte, do sofrimento, das desgraças, ficamos infelizes, e o sentido da vida (os sentimentos de harmonia, bem-estar, satisfação, felicidade) diminui ou perde-se.»

a fonte 374


Fonte do Páteo das Éguas.

A quem passar por Alter, ou pela região, não pode perder a visita à "Coudelaria Real". A herdade está aberta ao público, sem quaisquer reservas, durante a semana e a visita pode demorar o tempo que a gente quiser - sugiro, devagarinho - a passo, a trote ou a galope.

Alter-do-Chão, no Alto Alentejo (Portugal - para distinguir da cidade homónima no Brasil).

domingo, abril 19, 2009

Catavento 2


Não há machado que corte
A raiz ao pensamento
Não há morte para o vento
Não há morte.
Se ao morrer o coração
Morresse a luz que lhe é querida
Sem razão seria a vida
Sem razão.

(Escreveu Gedeão, um poeta de Lisboa, no último quarto do século XX)

Tudo o que é natural
Não é um sofrimento.
A noite não é negra
E nem a morte é triste.
A noite é puro engano,
A morte não existe
E a dor é uma ilusão do nosso sentimento.

(No primeiro quarto do século XX, Pascoaes, um poeta de Amarante, expressou ideia semelhante)

sábado, abril 18, 2009

Amanhecer CLXVI


Há sempre uma flor que me surpreende.

É o caso desta, que eu sei que não é, mas - por teimosia - insisto em classificar como Jacinto. Já me disseram o nome da flor, duas ou três vezes, mas esqueci-me, não há maneira.

Enfim, são fenómenos esquisitos que ocorrem na nossa memória - embirramos com uma coisa, uma ideia, uma palavra... e pronto.

Não importa, o que eu queria dizer é que estas flores, no meu quintal na Praia-das-Maçãs, crescem poucochinho e devagar mas com um cheirinho doce. As minhas, são umas florzecas, comparadas com estas (Algarvias) da fotografia, superdesenvolvidas mas sem aquele cheirinho. Coisas do clima ou maquinação genética?

sexta-feira, abril 17, 2009

a fonte 372


Na vila cujo castelo, ainda hoje, é propriedade da Casa de Bragança,

este belo e bem conhecido chafariz - a Fontinha - em mármore de Estremoz, que resiste à passagem do tempo e da água há mais de quatrocentos e cinquenta anos, foi obra de um dos Duques de Bragança.

Coisas de Janela



ALTER DO CHÃO

Passeando por Alter,
na volta de uma viela,
deparei com esta janela.
Não é uma janela qualquer.
Já que tinha a máquina à mão,
tirei-lhe uma fotografia.
Para quê? Isso não sabia.
Só para uma recordação...
Alguém disse, uma vez:
«Escrever um poema é abrir uma janela!»
E através dessa janela, pode o nosso espírito evadir-se da sua prisão corporal.
Ou contrariamente, ela pode servir de abertura para a entrada do mundo exterior na nossa alma.
O poema "Da Minha Janela" seria entrada ou saída, para a alma da Florbela?

quinta-feira, abril 16, 2009

a fonte 371


"En viaje por las rutas de Extremadura"
Ao passar a fronteira que já não existe fisicamente, percebemos que há agora uma fronteira bem mais visível, bem mais demarcada do que quando existia uma cancela e uma vedação a dividir a Península.
Hoje, a dividir Portugal e Espanha, temos uma pequena distância no espaço e um tão grande passo que nos distingue, nos afasta.
Basta olhar em volta:
como são diferentes as coisas por aqui... autopistas, autovias, estradas, ruas, praças, casas, costumes, nada, nada mesmo que se pareça com o que temos do lado de lá no nosso "bem-amado cantinho mal-amanhado" de portugueses.

Porém... quando no Monesterio (de Tentudía) para abastecer de gasóleo (82 cêntimos por litro) AHAHAH!!! DESCOBRI UMA COISA IGUAL - o letreirinho pregado na fonte, tem escrito "NO POTABLE"...

Catavento 1


Há coisas que não passam despercebidas a quem viaja (em passeio) pelo Alentejo.
De entre muitos pormenores interessantes destaco as chaminés e os cataventos.

Um excelente exemplo, no telhado da Coudelaria de Alter.

Político sabido, não diz o que pensa
ele possui na cabeça um catavento
e orienta o seu discurso à imprensa
consoante os interesses do momento


(pensamento ao sabor do vento)

quarta-feira, abril 15, 2009

a fonte 369

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«Adeus fonte de Men Nunes,
Quem te dever que te pague,
Que eu dentro de ti achei
O valor de uma cidade.»


Terá sido a quadra que um visitante lisboeta (antes de mim) deixou escrita nesta "Fonte de Menones", depois de nela ter desencantado, conforme lhe fora anunciado em sonhos, um valioso tesouro - ao que diz a lenda, a estátua de um menino, toda em ouro.

Depois, a visita da Maria dos "Alcatruzes da Roda", fez-me rebuscar no álbum de recordações, a minha passagem pelo lugar:

Se a memória não me "finta"
faz uns dez anos que parei
em Freixo de Espada à Cinta
nesta "fonte de mergulho" local
mas não foi aqui que mergulhei
foi mais abaixo na praia fluvial.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...