domingo, fevereiro 22, 2009

a fonte 340

CLICK PARA MAIOR
Num local perdido no meio de... algures.

Nem interessa dizer onde fica.

Saber que existe, é quanto basta.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

a ver navios 63

CLICK PARAMPLIAR
Há vários dias, desde o princípio desta semana, que ando a pensar na resposta àquela pergunta que o nosso filósofo-de-estimação (Alencar de Albuquerque) deixou a pairar, no ar da praia de Carcavelos, durante a nossa última conversa.
Desde então, já me aconteceu por duas vezes, acordar durante a noite e ficar, sem saber porquê, a remoer o assunto, por alguns minutos, até voltar a adormecer. Entretanto, para tirar proveito do fantástico bom tempo que nos tem favorecido nos últimos dias, sentei-me vários vezes neste banquinho, à beira-mar, a-ver-navios e a matutar no tema.
Será que eu estou assim tão errado? Parece-me que cheguei a uma conclusão, muito pouco própria de uma mente sã. O meu pensamento já não é de agora, deve estar muito fora-de-moda... o meu pensar está fora de prazo, desligado da realidade actual.
Ou melhor, a realidade para mim é uma coisa bem diferente daquela que é aceite por quase toda a gente. Bom, não sei se é bem assim, ou mais ou menos, outra coisa, mas a explicação é difícil e de ingrata satisfação.

Por isso, limito-me a exprimir o que, à primeira leitura, pode parecer muito simples e até impossível, mas, lembrem-se da descoberta mais extraordinária do século passado - a fórmula mais singela que se poderia imaginar deu os resultados mais surpreendentes - quando Einstein ligou a energia à matéria.

E a concusão a que cheguei foi esta:
«Os homens vivem menos tempo que as suas mulheres, porque... querem!»

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

a fonte 339


"Fonte da Retorta" (Vila Praia d'Âncora)

E aproveitando a viagem, continuamos pelo Alto Minho,
agora do outro lado da grande Serra de Arga, na base de encosta virada p'ró mar - em Praia d'Âncora - ainda podemos ir beber à fonte pois a sua água, para além de matar a sede, desde 1868, diz o povo que tem (ou tinha) propriedades medicinais.

Senhora do Minho


Abaixa-te, Oh! Serra d’Arga
Q’eu quero ver S. Lourenço
Quero ver o meu amor
Acenar-me com o lenço...


Um dos meus passeios favoritos no Alto Minho, é percorrer os caminhos (conhecidos, os menos conhecidos e alguns praticamente desconhecidos), de toda a Serra d'Arga.
A Serra, é um impressionante bloco de pedra granítica com 850 metros de altura, que proteje da brisa Atlântica, os ricos vales do médio Lima.

Quase lá no cimo, num largo plano a mais de 700 metros de altitude, de onde se avista uma paisagem absolutamente extraordinária, deslumbrante, encontra-se um pequeno santuário que é motivo de uma grande peregrinação anual, dedicada à Senhora do Minho. Aqui se pode ver, uma imagem única de uma Nossa Senhora, vestida com o típico traje de Minhota.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

a fonte 338

CLICK PARAMPLIAR
"Camarões", um lugar de tradição,
uma das várias aldeias da famosa freguesia de "Almargem-do-Bispo", Sintra.

Esta pobre fonte só tem CINCO AVISOS estampados no frontão. Ainda tem espaço disponível para mais uns quantos letreiros - aqueles do costume:
"ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO... E ETC."

terça-feira, fevereiro 17, 2009

antes fora EU


antes fora eu, cão...
melhor vida
teria
mais consideração
merecia
mais afecto
sentiria

a fonte 337

CLICK PARAMPLIAR
Estou de volta a Lisboa, numa tentativa de regressar ao trabalho sistemático, em vez de andar por aí a passear (como eu gosto), à toa.
Convenceram-me a fazer uma experiência de alguns meses, a ver se pega, a ver se (re)adquiro a vontade - nunca tive - o entusiasmo de trabalhar a soldo. Bem pago, claro!
E foi assim que, me encontrei junto a uma fonte que nunca tinha visto, ou nunca tinha reparado que ela exitia (desde 1851) no Largo da Princesa, na encosta do Restelo.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

a ver navios 62


Caminhávamos no longo areal da praia de Carcavelos, junto à efémera fímbria da espuma amarelada que marca os avanços e recuos das ondas na areia molhada.

«.. e é por isso que eu afirmo que, o casamento é contrário à sobrevivência da espécie», concluiu o meu velho amigo, filósofo, por formação académica e "sociólogo por intervenção irrecusável, na prática desta porra de vida que é a nossa (salvo seja)" - citando as palavras da sua auto-definição.

Parei por alguns segundos, com o olhar fixo nas silhuetas dos navios que interrompiam a linha do horizonte, enquanto meditava naquela conclusão.

«Pois, sim, és capaz de ter razão. Não toda, mas alguma. Concordo que será contrário á sobrevivência apenas do género Homem, em particular e não da espécie Humana, em geral», disse eu enfim, enquanto a expressão era sublinhada pelo longínquo som cavo da buzina de um dos navios.

O odor intenso da maré vazia, não conseguiu impedir o meu olfacto de captar e enviar ao cérebro um cheiro acre, de imediato reconhecido no sistema nervoso central, por fazer parte dos arquivos de memória de juventude - o fumo, misto de papel queimado, tabaco-de-onça e barbas-de-milho - era o que o nosso sociólogo de trazer-por-casa estava a consumir, objectivamente.
A finalidade última, quando ele fumava, era tão só, queimar a garganta, os brônquios e os alvéolos pulmonares, numa tentativa de alcançar um certo equilíbrio térmico de todo o corpo, com os seus neurónios que fervilhavam de actividade, queimando doses imensas do combustível, glicose, transportado pelo afluxo sanguíneo. Só não deitavam fumo, mas quase...

Por fim, juntamente com uma baforada de halitose, lá saiu o resultado do processamento da informação. Disse ele:

«Está provado que o tempo, é grande inimigo da mulher, mais que do homem. Nas mulheres, são mais visíveis fisicamente, as agruras da passagem dos anos. Em contrapartida, porém, é sabido que elas vivem, por norma, mais tempo que os seus homens. Porquê?»

domingo, fevereiro 15, 2009

a fonte 336


Lavadouro e fontanário, em Santo Estêvão das Galés.

Estranha designação para uma Freguesia situada num vale perdido no meio dos elevados outeiros na zona mais interior do Concelho de Mafra, entre a Malveira e Negrais.

sábado, fevereiro 14, 2009

amanhecer CLVII

VER MAIOR
Cores fortes - verde e azul, intensos.
O ar saturado de humidade à mistura com o cheiro acre do fumo do lume de lenha, também ela carregada de humidade, que arde no fogão de pedra e tijolo burro, do poial da cozinha. Em casa, preparam-se as brasas para cozinhar a sopa do almoço, nesta manhã solarenga do Sábado de Inverno.
Hoje, à passagem por um estreito caminho saloio numa serra perto de Lisboa, encontrei-me como que perdido na densa paisagem dos vales e serranias dos meandros do Lima, em redor de Ponte da Barca.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...