
terça-feira, setembro 30, 2008
a ver navios 34

segunda-feira, setembro 29, 2008
Inquietude

A estas horas, não se devia chamar "da manhã" - faltam ainda umas quatro horas para o nascer do dia, a manhã, ainda vem longe. Era mais correcto dizer "da noite", mas porque não é costume dizer assim, parece que não soa bem.
Mas se forem três "da madrugada" está bem, já pode ser. O que não pode ser é eu estar acordado e o que não está bem é estar triste, a uma hora destas. Acordado, ainda vá que não vá, é normal, toda a gente sabe que os mais velhos dormem pouco.
Coisa esquisita não é? Quanto mais velhos, menos energia, logo o que era natural era dormir mais, para poupar energia e digamos recarregar as baterias, quer dizer repousar. Mas, por outro lado, quando se tem menos actividade, quando se trabalha menos, também há menos cansaço - menor necessidade de dar descanso ao corpo.
Outra coisa, é o espírito e o repouso do espírito. Pelo que me é dado sentir, parece que vai ficando mais inquieto com a idade. É estranho?.. quando a gente reflecte e conclui, não haver afinal grandes motivos para tanta inquietação, cumprida que foi, mais ou menos bem (ou menos mal) a nossa função na terra.
Mas isto também não faz sentido:
Missão? Cumprida? Qual quê? Quem disse que tínhamos uma missão para executar nesta vida? Onde estava escrito qual a nossa função ao de cimo da terra?
Quando o homem cria um objecto, concomitantemente, atribui-lhe uma função, uma utilidade. Tem um destino, predeterminado pelo seu criador, para cumprir durante a sua existência física. Executar melhor ou pior a missão de que foi incumbido, vai depender, em primeiro lugar da forma como foi criado - com mais ou menos perfeição - e depois da maneira como for utilisado - com mais ou menos cuidado, bem ou mal tratado...
Quando o homem cria um filho, inculca-lhe no espírito as regras para a sua futura existência e delimita-lhe os objectivos a alcançar durante a sua missão nesta vida? E a concretização dessa missão também vai sofrer desvios com as influências externas.
Tudo o que existe, enfim, teve um criador.
Tudo surge predestinado, neste mundo.
a Fonte 278

domingo, setembro 28, 2008
Outros Bichos

São os espanhóis, são espanholitos
São os espanholitos, são os espanhóis
São caracolitos, são caracóis
Ai um dia fui a Espanha
Ai um dia fui a Espanha
Comi lá com os espanhóis
Comi lá com os espanhóis
Cozido assado no espeto
Cozido assado no espeto
No molho dos caracóis
No molho dos caracóis
("Os Caracóis", Fado de Amália Rodrigues)
sábado, setembro 27, 2008
Amanhecer CXXXVII

Uma lembrança da Cristina.
O primeiro vaso de flores que vejo de manhã, quando abro a janela do meu quintal é o que tem as flores que a Cristina cá deixou quando da sua passagem pela nossa Casa da Praia, em Agosto. Hoje, Depois da chuva de trovoada, até parece que reviçaram - palavra esquisita esta - estão a dar-se bem com o clima excepcional do Outono, da Praia das Maçãs.
Por este andar, elas estarão ainda vivas e floridas quando a Cristina voltar a Portugal, no próximo Verão.
sexta-feira, setembro 26, 2008
Registos vivos

Em parte, devido ao excelente tempo que temos sentido aqui por Lisboa e arredores - melhores dias do que em Agosto - não me apercebi que, já entrámos no Outono Boreal.
O facto aconteceu, como de costume, durante o Equinócio de Outono e foi registado oficialmente em Portugal Continental, no dia 22 de Setembro, às 15:44H.
Há ainda outros registos bem melhores - são dois - bem vivinhos e muito "frescos" os meus Netos, o Pipas e o Digo, os primeiros Sobrinhos e companheiros de brincadeira do meu Filho mais novo.Por coincidência, precisamente no mesmo dia e nessa mesma hora, há 40 anos, estava aqui "O Moi" (ainda não era "O Bicho") plantado, ao lado da Menina Mariette, no Altar da Basílica da Estrela a balbuciar, "Siiimmm...".
Este facto foi também registado, em livro com texto e fotografias, dos quais, lamentavelmente, não resta nem uma copia para mostrar aqui ao povo. Desses registos que, podemos afirmar, com toda a propriedade, são do tempo da outra senhora, escapou apenas este que aqui mostro - gravado em 10 gramas de ouro - e que tenho guardado pensando que pode, um dia (espero que não chegue esse dia), ser uma ajuda para ultrapassar eventuais dificuldades de tempos de crise.
quinta-feira, setembro 25, 2008
a ver navios 33

Eu sou dono do mar alto
e não vais passar adiante.
..Eu sou marinheiro e abro
caminhos de par em par.
Já dobrei o Cabo Mau
vou passar este papão.
Ouve lá Perna de Pau
eu trago no coração
um país a navegar
e não há nenhum gigante
que me faça recuar.
O meu destino é chegar
cada vez mais adiante.
("As Naus", Manuel Alegre)
Retratos (2)

Portanto, como ia dizendo, o “mau feitio” não é uma propriedade inata dos funcionários públicos requerida quando do concurso de admissão para o lugar. É mesmo assim como o nome diz, um feitio, (um formato) não uma forma de ser, mas de estar, muito (im)própria para atender os coitados que descontam, durante toda a vida, uma razoável percentagem do seu salário, para pagar os ordenados aos mal empregados e mal agradecidos (às vezes mal educados), que os vão atender, enquanto utentes, por exemplo, do serviço de saúde pública.
Constata-se que, o tradicional método “mau feitio” dentro dos espaços do Serviço Nacional de Saúde, é como a gripe, um mal contagioso, que ataca logo à entrada do posto de saúde, o segurança da Portaria. O qual deixa entender claramente que só está ali para assegurar a segurança das instalações e não para segurar a porta e facilitar a entrada do utente. Por isso, ele pode ou não indicar o balcão ou o “guichet” onde o presumível doente “queixoso” se deve dirigir, para apresentar queixa de alegadas maleitas, enquanto o seu olhar do porteiro profissional, como um feixe de ultra-sons, inspecciona meticulosamente o candidato a doente, assim a modos que a inquirir silencioso,
(e isto não fica por aqui, a acção continua... )
quarta-feira, setembro 24, 2008
a Porta 29

a Fonte 277

Casa de Serralves (Porto)
Ora, deixa-me cá aproveitar, enquanto o "pessoal" não está a ver, para publicar mais uma.
Sobre esta, não tenho muito para contar - apenas que embeleza o conjunto do "Jardim da Casa" no Parque de Serralves, no Porto.
terça-feira, setembro 23, 2008
a ver navios 32

..os retornados voltam nas Naus que escaparam aos naufrágios dos Descobrimentos Portugueses e os caixotes de bagagem amontoados na Doca de Alcântara têm escritos nomes como: Luís de Camões, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, Francisco Xavier, Manuel de Sepúlveda.
..Dom Sebastião, avistado pela última vez num casbah de Marrocos, ao ser esfaqueado por roubar uma pedra de haxixe, a Oscar Wilde.
..vamos apanhar o primeiro eléctrico da manhã em Lisboa, e ver os operários, que vieram dos subúrbios, a rendilhar a pedra no Mosteiro dos Jerónimos, enquanto os bares da 24 de Julho despejam para o meio da rua a marujada das Caravelas da Companhia das Índias, que atracaram na Doca do Bom Sucesso, para descarregar as especiarias.
..e Dom Manuel I, apesar de rico e Venturoso, não consegue escapar às Operações da Brigada de Trânsito e é preso reincidente, por conduzir na marginal de Cascais sem documentos e com 0,5 gramas de álcool no sangue.
..nem as Tágides escapam. Com as suas provocantes tshirts molhadas, emborcam shots, pela noite dentro, nos bares do Bairro.
(António Lobo Antunes, há alguns anos, descreveu mais ou menos isto, no livro "AS NAUS")
Amanhecer DCXL
Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!