segunda-feira, setembro 22, 2008

Retratos (1)


Nalguns, senão na maioria, dos SERVIÇOS PÚBLICOS,
o "mau feitio" é tradição – já vem de longe e tende a piorar – faz parte das normas da casa dispensar o mínimo possível (não o necessário e suficiente) de atenção aos chatos dos utentes que buscam solução para os problemas pessoais nos serviços públicos, principalmente aos doentes, que pelo facto de se sentirem mal (ou, não se sentirem bem), se tornam ainda mais chatos para com os funcionários que estão ali apenas a cumprir o seu fado, melhor dizendo, fardo.

Pois claro, lidar com os contribuintes não é “pêra doce”. É preciso “rédea curta”, caso contrário os gajos abusam e às tantas começam a exigir um tratamento igual ao das outras pessoas, as que têm dinheiro, ou bons conhecimentos, que lhes permite usufruir de privilégios evidentemente, adequados ao seu “status”.

Ora aí está, o contribuinte vulgar, só tem que contribuir – é o seu papel principal - e mais nada!

(As coisas que um gajo escreve, quando está bêbado... e é para continuar!!!)

domingo, setembro 21, 2008

a Fonte 276


Largo do Martin Moniz, em Lisboa.

Fonte evocativa da conquista de cidade aos Mouros, por D. Afonso Henriques, coadjuvado por uma série de Cruzados que estavam de passagem pela região, no seu caminho marítimo para a Terra Santa.
Os Cavaleiros, oriundos do norte da Europa, aproveitaram o convite do nosso primeiro Rei, para um fazerem um treino de combate a sério, para ganhar experiência de guerra (com fogo real, como diriamos hoje) antes das pelejas definitivas, no Médio Oriente.

Todos conhecem a lenda do nobre Martin Moniz, o herói mártir que, no ataque às muralhas flanqueou a primeira porta de entrada no Castelo.

sábado, setembro 20, 2008

Amanhecer CXXXVI


A fotografia é de hoje, Sábado de Setembro 2008, mas na verdade, é mais uma imagem da minha infância.

Passar alguns momentos a apreciar, ao vivo, as atribulações de uma ninhada de patinhos, com apenas dois ou três dias de vida, nascidos e criados em liberdade, num quintal... à moda de antigamente, um resquício de vida natural (que agora, estupidamente, chamam Biológica) só faltavam os pintaínhos - estão quase a sair da casca, talvez na próxima lua.

Bela manhã de sol, na Lezíria Ribatejana a contradizer as previsões anunciadas na véspera - chuva, nem pensar. Mas se viesse também não era grande problema para estes quatro. Antes pelo contrário, quanto mais água fresca, tiver o charco da patada, melhor aqui para os pequenos fazerem os treinos de velocidade.

Sítio e dia quase perfeitos nos "Foros de Benfica", só com um senão - nesta terra que se diz de Benfica (?), deparei com muitos Leõezinhos de Pedra a ladear os portões das casas. E como se isso não bastasse, junto ao pequeno lago dos patos, um horroroso enorme Leão de pedra.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Janela de Passado


Tem vista para a Rua do Poço do Borratém, esta Janela do Passado, que hoje ainda se pode ver na Mouraria.

quinta-feira, setembro 18, 2008

a Porta 33



A moldura natural da ex-porta Nº 33
de uma calçadinha na Mouraria de Lisboa, serviu de inspiração a um artista popular, que pintou este quadro de azul profundo para sobre ele imprimir uma sábia frase filosófica - "o FIM é um BOM PRINCÍPIO!"
A 1ª ideia, decente, que me sugere isto (além do famoso "Diga 33") é baseada na história. Segundo os textos bíblicos,
Cristo tinha 33 anos quando subiu ao Céu;
portanto, o que foi o FIM da sua vida terrena;
terá sido o BOM PRINCÍPIO para outra vida.

quarta-feira, setembro 17, 2008

a Fonte 275


Não é bem uma fonte - é mais uma bacia, ou reservatório, de Água Benta, quer dizer, água benzida.

Lembram-se que era esta água, que servia para os heróis dos filmes antigos, do Drácula, se defenderem dos ataques do Conde Vampiro e seus conversos, aspergindo-a sobre a face dos ditos, provocando-lhes cegueira e queimaduras profundas e dolorosas.

Aqui, neste caso, o Bilo, estava apenas a exorcizar os espíritos para lhe permitirem uma entrada com o pé direito, no 5º ano, na nova Escola.

terça-feira, setembro 16, 2008

Autoretrato 28


[Setembro chato, no Parque Serralves]

Setembro é o teu mês, homem da tarde
anunciada, em folhas, como uma ameaça.
Ninguém morreu ainda e tudo treme já.
Ventos e chuvas rondam pelos côncavos dos céus
e brilhas como quem no próprio brilho se consome
..
("Relatório e Contas", de Ruy Belo)

a ver navios 31


"A ver navios",
expressão tipicamente Portuguesa, de origem muito antiga, que se usa ainda hoje.
Deriva da atitude contemplativa de populares, que se instalavam nos lugares mais altos da cidade de Lisboa, prescrutando o horizonte, à espera de que uma lenda se tornasse realidade.
Mais portugueses de outros lugares, ainda hoje têm o hábito de se plantarem à beira-mar, a ver navios, na esperança de, um dia verem regressar à Pátria el-Rei D. Sebastião, desaparecido há quase 500 anos, na batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, no Verão de 1578.

segunda-feira, setembro 15, 2008

a Fonte 274


Até parece que me perco de propósito, só para encontrar uma Fonte.

Curiosamente, nem sabia que esta existia. Andava eu às voltas, mais ou menos perdido em vielas e travessas da Cantareira, quando deparei com este Chafariz dos Frades, escondido desde 1889, num recanto ao lado duma Igreja, cujo nome não vi.

Três factores, contribuiram para me desenrascar muito bem:
  1. não havia quase ninguém nas ruas daquele típico Bairro da Foz - estava toda gente na margem do rio a ver a corrida dos aviõzinhos - o que me permitiu manobrar o carro mais à vontade;
  2. o meu pequenininho Fiat Panda, é mesmo feito à medida das ruas estreitinhas;
  3. coadjuvado, claro está, pelo mais actualizado modelo exclusivo de GPS INTERIOR - o extraordinário (*) sentido de orientação geográfica que fui desenvolvendo no decurso de muitas viagens, sem norte, pelo nosso Portugal e arredores.

(*)
É falta de modéstia, mas é verdade.
Este era um tema para escrever mais.
Aquilo que eu sempre mais gostei de fazer, foi andar "à toa" por esse mundo fora, quer fosse de carro ou a pé.
Acho que o mesmo se passou com a minha vida - fui andando "à toa" por aí...

domingo, setembro 14, 2008

Janela de Luar


É cedo!

São exactamente 6:30 da madrugada. Para lá da Serra de Sintra a alvorada já vai clareando. Percebe-se pela silhueta da Serra bem recortada no Céu. Aqui deste outro lado, o lado Poente, no ponto mais Ocidental da Europa, é ainda muito cedo, quer dizer, à mesma hora, está bastante escuro ainda.
Todavia, na janela, (naquela janela virada p'ró Mar - como tão bem cantava o Francisco José, a velhinha e linda canção de embalar), na janela voltada ao Poente a Lua Cheia derrama luz e sombras em cima da mesa.

A sede...

Levantei-me, porque tinha sede. Desculpas, a verdade é que não conseguia dormir. Aqui estou, estupidamente acordado a uma hora que não é costume, a beber um sumo, a tirar fotografias e a escrever coisas. Deve estar para chegar aí, uma crise qualquer. Não é normal, eu ter insónias.

O gato.
O "cabrão" do Bichano da vizinha conseguiu abrir o meu caixote do lixo e está a fazer um chiqueiro do "caraças" no meu terraço. Tenho que ir lá fora... mas vou cantando baixinho:
Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pró mar
..
Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meio luar
Dos olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pró mar

sábado, setembro 13, 2008

Amanhecer CXXXV


Efeitos da chuva e do vento forte da noite:
todo o chão, em redor do velho Castanheiro,
está pejado de Ouriços verdes, ainda fechados.
Não haverá Castanhas maduras, no Outono.

Na manhã, post temporal, este Castanheiro do Parque de Serralves, fez-me recordar um antigo Parque natural na Terra Quente Transmontana (em Vila Flôr) onde, sob monumentais Castanheiros montei algumas vezes a tenda, nos meus tempos de amante do campismo itinerante.
Os cachos de luminosas flores amarelas, durante o maduro Maio,
desde o final da Primavera, entram pelo meio do Verão.
As belas tonalidades de verde e castanho que anunciam em Outubro,
a colheita de frutos maduros que virão com o Outono.

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...