segunda-feira, setembro 15, 2008

a Fonte 274


Até parece que me perco de propósito, só para encontrar uma Fonte.

Curiosamente, nem sabia que esta existia. Andava eu às voltas, mais ou menos perdido em vielas e travessas da Cantareira, quando deparei com este Chafariz dos Frades, escondido desde 1889, num recanto ao lado duma Igreja, cujo nome não vi.

Três factores, contribuiram para me desenrascar muito bem:
  1. não havia quase ninguém nas ruas daquele típico Bairro da Foz - estava toda gente na margem do rio a ver a corrida dos aviõzinhos - o que me permitiu manobrar o carro mais à vontade;
  2. o meu pequenininho Fiat Panda, é mesmo feito à medida das ruas estreitinhas;
  3. coadjuvado, claro está, pelo mais actualizado modelo exclusivo de GPS INTERIOR - o extraordinário (*) sentido de orientação geográfica que fui desenvolvendo no decurso de muitas viagens, sem norte, pelo nosso Portugal e arredores.

(*)
É falta de modéstia, mas é verdade.
Este era um tema para escrever mais.
Aquilo que eu sempre mais gostei de fazer, foi andar "à toa" por esse mundo fora, quer fosse de carro ou a pé.
Acho que o mesmo se passou com a minha vida - fui andando "à toa" por aí...

domingo, setembro 14, 2008

Janela de Luar


É cedo!

São exactamente 6:30 da madrugada. Para lá da Serra de Sintra a alvorada já vai clareando. Percebe-se pela silhueta da Serra bem recortada no Céu. Aqui deste outro lado, o lado Poente, no ponto mais Ocidental da Europa, é ainda muito cedo, quer dizer, à mesma hora, está bastante escuro ainda.
Todavia, na janela, (naquela janela virada p'ró Mar - como tão bem cantava o Francisco José, a velhinha e linda canção de embalar), na janela voltada ao Poente a Lua Cheia derrama luz e sombras em cima da mesa.

A sede...

Levantei-me, porque tinha sede. Desculpas, a verdade é que não conseguia dormir. Aqui estou, estupidamente acordado a uma hora que não é costume, a beber um sumo, a tirar fotografias e a escrever coisas. Deve estar para chegar aí, uma crise qualquer. Não é normal, eu ter insónias.

O gato.
O "cabrão" do Bichano da vizinha conseguiu abrir o meu caixote do lixo e está a fazer um chiqueiro do "caraças" no meu terraço. Tenho que ir lá fora... mas vou cantando baixinho:
Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pró mar
..
Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meio luar
Dos olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pró mar

sábado, setembro 13, 2008

Amanhecer CXXXV


Efeitos da chuva e do vento forte da noite:
todo o chão, em redor do velho Castanheiro,
está pejado de Ouriços verdes, ainda fechados.
Não haverá Castanhas maduras, no Outono.

Na manhã, post temporal, este Castanheiro do Parque de Serralves, fez-me recordar um antigo Parque natural na Terra Quente Transmontana (em Vila Flôr) onde, sob monumentais Castanheiros montei algumas vezes a tenda, nos meus tempos de amante do campismo itinerante.
Os cachos de luminosas flores amarelas, durante o maduro Maio,
desde o final da Primavera, entram pelo meio do Verão.
As belas tonalidades de verde e castanho que anunciam em Outubro,
a colheita de frutos maduros que virão com o Outono.

sexta-feira, setembro 12, 2008

o segredo


Diz-se que "surfar" (deslizar) nas ondas é como fazer sexo
- de pé é muito bom, mas deitado é ainda melhor.!!

- É por isso que Eu pratico o Body Board e não o Surf...

quinta-feira, setembro 11, 2008

a Fonte 272


A FONTE DO PRAZER

Esta fonte é publicada fora da sequência numérica - a numeração volta para trás - propositadamente, pois ela tem como significados, o retorno, o regresso, o reencontro e esta imagem procura exprimir o prazer imenso que é abraçar alguém que nos seja muito, muito querido.

Dar e receber, um abraço... de prazer.

Homem de barro


Caminhava descontraído, pela Ribeira, quando dei de caras com este perfeito Homem de Barro - assim de repente, pensei mesmo que se tratava de uma verdadeira estátua de barro, de uma exposição de rua - excelente performance de um artista/actor anónimo, de rua, ao nível dos melhores homens-estátuas que vi nas Ramblas de Barcelona.

«E o Senhor Deus formou o homem; moldou o pó da terra (barro) e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente - ser vivo.»
Esta frase do versículo 2.7 do Génesis, afirma a dupla natureza do homem - um sopro de (espírito) vida, num corpo (físico) de barro.

a ver navios 30


Chico fininho

A noite vem já e mal atina
Ele é o maior da Cantareira
Patchuli borbulhas e brilhantina
Cólica escorbuto e caganeira
..
Sempre a domar a cena
Fareja a judite em cada esquina
A vida só tem um problema
O ácido com muita estricnina
..
Da Cantareira à baixa
Da baixa à Cantareira
Conhece os flipados
Todos de gingeira

Chico fininho
Uuuuuuh uuuuuuh


Na época em que Rui Veloso musicou e interpretou pela primeira vez esta letra de Carlos Tê, era aqui neste local, da Cantareira (Massarelos), que se podia passar um bom bocado a ver navios a serem restaurados, no único estaleiro de barcos de madeira do Rio Douro.

quarta-feira, setembro 10, 2008

a Fonte 273


No Jardim do Morro, junto à Serra do Pilar.

Infelizmente não é a primeira, nem a única, fonte deste estilo (com pedras cársicas, formando cascatas e lagos), que conheço e que se encontra em muito mau estado - está mais seca do que eu.

A Câmara de Gaia, podia pelo menos, fazer escorrer por aqui alguma água reciclada.

terça-feira, setembro 09, 2008

as Coubinhas


Esta diálogo(*), acreditem, é berdadeiro, oubi-o Eu no Domingo à tarde, entre dois patinadores que rolabam no passeio da Foz do Douro, junto à Praia do Pescador, em direcção ao Castelo do Queijo.


- Sabes aquela das duas coubinhas que se encontram na abenida?
- Não? É assim.
- Diz uma coubinha:
- "Então, sempre coubeste?"
- E a outra:
- "Sim, coube!"

Obs.:
Espero que o Pessoal do Norte não leve a mal a historinha.

segunda-feira, setembro 08, 2008

a Fonte 271


Chafariz da Rua Escura (Porto)

Acho interessante a forma como se descrevem as obras de arquitectura, principalmente no que toca aos Fontanários e/ou Chafarizes. Como exemplo, eis um excerto retirado de um escrito do IPPAR:
Construído, no século XVII na Rua Escura e transferido em 1940, para a Rua da Pena Ventosa, junto à Sé do Porto.

«A delimitar a composição vertical, duas pilastras com carátides associadas suportam o friso horizontal superior, decorado com métopas e caneladuras tipicamente maneiristas.
Superiormente, o chafariz termina com um coroamento complexo, mais elevedo ao centro para albergar os símbolos das armas reais, solução de cronologia posterior e que contrasta claramente com o produto maneirista inferior.
Em baixo, ao centro, duas figuras atlantas suportam a boca do chafariz, composta por uma pequena taça sobrepujada por um pelicano, de cujo furo no peito provinha inicialmente a água.»
Nota:
há no texto, vários termos curiosos (métopas, pilastras, carátides, atlantas, maneiristas, etc.) que designam componentes e/ou estilos reconhecidos em arquitectura, cujo significado podem encontrar com facilidade na Net.

a sinceridade


O Estádio do Dragão - no alto da imagem, sobre o casarão e à direita da mancha florestal verde.

Antes de me vir embora, ainda captei esta vista de longe, pouco nítida devido aos reflexos dos vidros do restaurante.

Quero realçar, pela forma positiva e correcta, o seguinte comentário de um anónimo, adepto do Porto, obviamente.

«Pois pois e os gostos não se discutem.
Nós cá do Norte respeitamos os v/ gostos e sorrimos naturalmente.
Toda a gente sabe que o estádio do Dragão é lindooooooooooo.
Vejam bem com olhos de ver,
A humildade e sinceridade fica sempre bem...»

Concordo..! Só com uma ressalva - humildade, é coisa que, habitualmente falta, no discurso daquele senhor que é o dono do FCP.

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...