quinta-feira, julho 31, 2008
Esquecimentos
O que é que eu ia dizer?
Esqueci-me.
Qual a fotografia que era para por aqui?
Esqueci-me.
Esqueci-me.
Qual a fotografia que era para por aqui?
Esqueci-me.
quarta-feira, julho 30, 2008
a ver navios 22
Caíque
embarcação de pesca, transporte e comércio, usada essencialmente na pesca do alto com aparelhos de linhas e anzóis.
embarcação de pesca, transporte e comércio, usada essencialmente na pesca do alto com aparelhos de linhas e anzóis.
De desenho fino e alongado, 18 a 20 metros comprimento, 5,5 metros de largura, cerca de 30 toneladas, proa alta e popa rasa, convés corrido com 3 escotilhas a meio.
Armava 2 velas de bastardo ou latinas, em 2 mastros colocados em 2 direcções opostas -um para vante e outro mais curto para ré.Consoante os ventos usava ainda outras velas como a polaca, a cachapana, o cachamarim e a traquetina. Quando não havia vento era possível mover-se com a ajuda de três pares de remos.
A tripulação poderia ir até 35 homens e 1 ou 2 cães de água que eram usados para procurar o peixe que se desferrava dos anzóis.
a Fonte 260

Damaia
O quê? Mais fontes?
O quê? Mais fontes?
Pois, não acabaram.
Esta não foi fotografada por mim - encontrei-a no Arquivo fotográfico da C.M. de Lisboa.
Esta não foi fotografada por mim - encontrei-a no Arquivo fotográfico da C.M. de Lisboa.
A fonte, já desapareceu há muito, ainda eu era um puto que percorria, livre e despreocupadamente, muitas vezes sozinho, as veredas que serpeavam os campos de trigo e tremoço dos arredores da Porcalhota.
Os dois arcos do Aqueduto das Águas Livres davam acesso à "passagem de nível" junto à antiga Estação da Damaia.
E eu, empurrando o meu "carrinho feito de uma cana com volante e duas rodas de arame de fardo", parei aqui muitas vezes, para beber água, quando fazia a caminhada desde a Porcalhota até ao Bairro Taxa (Buraca) para passar as tardes em casa de um colega de escola, porque ele não tinha mais ninguém com quem brincar apesar de ter um sótão cheio daqueles brinquedos que eu só conhecia de ver nas montras do Chiado, no Natal - imaginem que ele até tinha carrinhos "Corgi Toys" e "Dinky Toys".
de ontem

(Quarta-feira, fim de Julho)
Ai, hoje sinto-me como se fosse ontem
Quando parecia não haver o amanhã,
Que afinal já chegou, e até já passou,
Com as flores que secaram no prado.
Entrei agora no futuro de um passado,
Um qualquer, esquecido, que murchou.
Por entre o verde intenso da Hortelã,
Espero que as novas Zínias despontem.
Quando parecia não haver o amanhã,
Que afinal já chegou, e até já passou,
Com as flores que secaram no prado.
Entrei agora no futuro de um passado,
Um qualquer, esquecido, que murchou.
Por entre o verde intenso da Hortelã,
Espero que as novas Zínias despontem.
terça-feira, julho 29, 2008
sem maneiras
Chegada a hora de podar as roseiras,
Cortar ramos velhos e folhas secas.
Lá estava eu, no quintal, em cuecas.
- Oh Bicho, vê lá se tens maneiras...
Cortar ramos velhos e folhas secas.
Lá estava eu, no quintal, em cuecas.
- Oh Bicho, vê lá se tens maneiras...
segunda-feira, julho 28, 2008
Amanhecer CXXVIII

Olha só, solidão,
P´ró que me havia de dar..!
Isto de estar às 6 da manhã
Aqui solitário à beira da praia
a ver nascer o dia, com os olhos
A querer fechar;
A cabeça a precisar de sossego,
O corpo a precisar de repouso,
O espírito inquieto.
Não sei o que se passa, mas
Alguma coisa não está bem;
Algo se passa…
Que não é a meu gosto;
Estou sem graça,
Olho no espelho para alguém
Sem alegria no rosto
Nem sinto o contentamento
De ainda me poder ver
Não sei o que é isto,
Quando o Sol chegar,
Eu vou-me deitar.
Será que ainda existo?
domingo, julho 27, 2008
a ver navios 21

Chego a um tempo em que
Sinto que já está tudo feito.
Não penso fazer mais nada,
Mas, vou ficar aqui só a ver?
Que ideia!
Vou, no entanto, continuar a
- Escrever, sem ser um livro.
- Plantar, sem ser uma árvore.
- Coisar, sem fazer um filho.
sábado, julho 26, 2008
Amanhecer CXXVII
Um amigo, ofereceu-me um saco cheio destas coisinhas apanhadas num arbusto do seu quintal. Eu jà tinha visto algumas pessoas comprarem estas coisas, na banca de um agricultor que vende os seus produtos, aos fins de semana, no mercado saloio de rua, em Almoçageme - pensava eu que eram simplesmente flores secas para decoração.
Qual não foi o meu espanto...
quando percebi que dentro desses invólucros existia uma baga - um fruto que parece uma cereja amarela - que se pode comer e é bem gostosa. Tem um doce sabor esquisito, que ainda não consigo definir, mas que passei a adorar - fiquei viciado nestes frutos silvestres, cujo nome não sei e que me fazem lembrar "Pérolas Vegetais".
Não fazia ideia nenhuma - e pensar que vivi durante 60 anos na ignorância total - disto?
sexta-feira, julho 25, 2008
Autoretrato 27
Estou cada vez mais vaidoso? Ou... já não sei mais que fotografias hei-de fazer de novo e truca, disparo à toa e saiem destas coisas.
Mas não é caso para preocupação, afinal, isto não passa de uma imagem digital e como tal:
- não existe verdadeiramente, não tem consistência física, é virtual;
- quando se desligar a Electricidade, a imagem apaga-se, é volátil;
- quando a Internet deixar de funcionar, a imagem fenece, não aparece;
- quando o Computador não mais trabalhar, acaba-se a visão, irreal;
- é um complexo aglomerado de "Bytes" e "bits", ligados e desligados;
- é a posição relativa espacial e temporal de uma mão cheia de electrões, protões, neutrões, positrões, fotões e outros iões, somente uma miragem.
Para mais tarde recordar!
Em outros tempos que virão.
Aqui deixo uma recordação,
Que o tempo há-de apagar.
quinta-feira, julho 24, 2008
quarta-feira, julho 23, 2008
a Fonte 259
onde é esta?
não tomei nota, já foi há muito tempo, esqueci-me... só sei que fica na Sacristia de uma Igreja do centro de Lisboa, mas qual delas, não sei;
alem do mais, acho que estas fontes dentro das Sacristias, são todas semelhantes, nas Igrejas setencentistas e oitocentistas e etc.
e... depois do terceiro wiskye, já não quero saber de nada - que se lixe.
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