sábado, julho 26, 2008

Amanhecer CXXVII



Um amigo, ofereceu-me um saco cheio destas coisinhas apanhadas num arbusto do seu quintal. Eu jà tinha visto algumas pessoas comprarem estas coisas, na banca de um agricultor que vende os seus produtos, aos fins de semana, no mercado saloio de rua, em Almoçageme - pensava eu que eram simplesmente flores secas para decoração.

Qual não foi o meu espanto...
quando percebi que dentro desses invólucros existia uma baga - um fruto que parece uma cereja amarela - que se pode comer e é bem gostosa. Tem um doce sabor esquisito, que ainda não consigo definir, mas que passei a adorar - fiquei viciado nestes frutos silvestres, cujo nome não sei e que me fazem lembrar "Pérolas Vegetais".

Não fazia ideia nenhuma - e pensar que vivi durante 60 anos na ignorância total - disto?

sexta-feira, julho 25, 2008

Autoretrato 27


Estou cada vez mais vaidoso? Ou... já não sei mais que fotografias hei-de fazer de novo e truca, disparo à toa e saiem destas coisas.
Mas não é caso para preocupação, afinal, isto não passa de uma imagem digital e como tal:

  • não existe verdadeiramente, não tem consistência física, é virtual;
  • quando se desligar a Electricidade, a imagem apaga-se, é volátil;
  • quando a Internet deixar de funcionar, a imagem fenece, não aparece;
  • quando o Computador não mais trabalhar, acaba-se a visão, irreal;
  • é um complexo aglomerado de "Bytes" e "bits", ligados e desligados;
  • é a posição relativa espacial e temporal de uma mão cheia de electrões, protões, neutrões, positrões, fotões e outros iões, somente uma miragem.

    Para mais tarde recordar!
    Em outros tempos que virão.
    Aqui deixo uma recordação,
    Que o tempo há-de apagar.

quarta-feira, julho 23, 2008

a Fonte 259


onde é esta?
não tomei nota, já foi há muito tempo, esqueci-me... só sei que fica na Sacristia de uma Igreja do centro de Lisboa, mas qual delas, não sei;
alem do mais, acho que estas fontes dentro das Sacristias, são todas semelhantes, nas Igrejas setencentistas e oitocentistas e etc.
e... depois do terceiro wiskye, já não quero saber de nada - que se lixe.

terça-feira, julho 22, 2008

ao de leve

AMPLIAR
Há três anos e tal que escrevo aqui coisas;
há igual tempo que preparo fotografias (quase exclusivamente tiradas por mim) para acompanhar ou documentar ou fundamentar os escritos.
Não tenho dito, isto é transmitido, até agora, quase nada de importante; para quem tem mais em que pensar; seja, por exemplo, como conseguir dinheiro para pagar as prestações da casa, do carro, as contas do telemóvel, da TV Cabo e do cartão de crédito e ainda assegurar o fornecimento de combustível para andar de automóvel.
Blogar é divagar;
é escrever a pensar em alguém que não é ninguém em especial; comunicar para além do que está acessível; longe da vista, fora do espaço do círculo auditivo; evocando a inspiração imaterial, desligando o sistema sensorial, ficamos a enviar mensagens para o além, sem tempo, sem conta, sem querer - é tudo o que faz não pensar em mais nada… muito ao de leve.

a ver navios 20


mais um que se vai embora
não tarda nada ficamos sós;
o que mais eu queria agora
era ter um espaço para nós.

segunda-feira, julho 21, 2008

assim, assim...

Ampliar
Ou, assim como assim, tanto faz... tanto faz o quê?

Publicar como não publicar; escrevinhar o que não sei pensar; resumir o dia de sensações apagadas; nada, nulo, zero, insensível, invisível, impossível; não existe, não presta, não tem princípio, nem meio termo, nem nada que se pareça com alguma coisa inteligível.

Porque, neste tempo de vacas magras, o que faz falta?
Pois, pois, não é animar a malta; o que a malta precisa é de virar as coisas do avesso; ver o horizonte pelo outro lado; do lado de lá da história; onde o mundo acaba e começa a memória; não há fuga, não há desvio, não é intervalo, é o fim do tempo.

domingo, julho 20, 2008

a Fonte 258


Duas em uma.
No sítio de Ribas de Cima, freguesia de Fanhões (Loures), conhecida pela "Terra dos Calceteiros" - lugar de onde eram naturais os mais habilidosos calceteiros que criaram a tradicional "calçada portuguesa" dos passeios de ruas, largos e avenidas de Lisboa.

sexta-feira, julho 18, 2008

o Trevo



Quatro folhas tem o trevo
Que cresce no meu quintal.
A colhê-lo, não me atrevo,
Deixa crescer, não faz mal.

Cinco pétalas tem a flor
Do trevo de quatro folhas.
Sinto a sorte do teu amor
Sempre que tu me olhas.

a ver navios 19


Embarcados nesta viagem
Que é a vida aqui na Terra,
Onde a Paz é uma miragem
Que justifica toda a guerra.

Despertar DCCII

Praia das Maçãs, Sintra Acontece por vezes, após uma noite de mar agitado, com ondas alterosas fustigadas por ventos fortes e sabe-se lá qu...