terça-feira, janeiro 15, 2008

Merda d'artista


Em 1961, o pai de Piero Manzoni diz ao filho "que ele era um artista de merda".

Nem é tarde, nem é cedo, Piero leva a coisa à letra e trata de defecar para dentro de 90 latas de conserva. Colocou-lhes um rótulo "Merda d’Artista" ("Artist’s Shit") e numerou e assinou cada uma delas.

Piero Manzoni morreu em 1963 (aos 30 anos) e desde então, as famosas latas continuam a circular um pouco por todo o mundo.
Todavia, restam poucos exemplares, pois devido à pressão, algumas latas de caca começaram a verter!
Hoje em dia, cada uma das latas originais vale(*) cerca de 30.000 €uros.

Esta é a verdadeira história da "Merda de Artista", que eu já tinha contado aqui, mas hoje, relembro, para tirar dúvidas, pois parece que algum "artista de merda" em New York, resolveu plagiar o obra, e começou a arrecadar uns dólares vendendo autêntica merda (falsa) aos "camones" intelectuais da treta, ou da trampa.
(*) Vejam só o preço a que chegou a merda neste mundo..!

a Fonte 193


Mais uma. Não desisto.
Outra vez?
Esta já tínha-mos visto!?
Dirão vocês.
Puxa... estou a ficar farto.
Viram foi outra, igualzinha, aqui ao lado,
nesta mesma Praça D. Pedro IV.
Esta, ainda não tinha mostrado.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Cheiro de Lisboa (1)


No miradouro do Elevador de Santa Justa.
Ó que bela vista e que rico cheirinho,
que aroma; cheira bem, cheira a Lisboa?
Não. Cheira a Frango com Esparguete

Frite o alho picado em azeite, até ficar bem dourado.
Adicione açafrão, os pedaços de frango, cebola picada, um caldo de galinha, uma mão-cheia de cogumelos de conserva (pequeninos e inteiros), tempere com pimenta e sal e deixe refogar algum tempo, bastante.
Junte água até cobrir tudo e deixe cozinhar até ficar macio. Acrescente coentros picados e retire do lume.
Espalhe o queijo ralado sobre a massa (esparguete cozido "al dente") ainda quente, junte-lhe em seguida um pouco de caldo do frango e misture tudo.
Coloque os pedaços de frango por cima e sirva em seguida.

Cheira ao restaurante aqui de cima.

um Camarada


Um Canadiano (Fotociclista) em Lisboa.

Foi visto hoje, na Praça dos Restauradores.

domingo, janeiro 13, 2008

a Fonte 192


À entrada do Lugar do Estribeiro - entre Meca e Abrigada.
A água provém dos fundos algares calcáreos do Montejunto.

sábado, janeiro 12, 2008

Amanhecer XCIX


A fotografia daqui, anda por aí,
algures perdida no seio da netosfera.
Ou então ainda não foi criada... está
só em produção na minha imaginação.
Mais logo, se a encontrar, eu escrevo
a dizer qualquer coisinha...
..
Ei-la!
Cá está, a imagem do amanhecer de hoje.
Abrigada dos ventos do Norte, pelo imponente monolito da Serra do Montejunto.
Espelho de nuvens. Intocado.
Manhã clara, pós madrugada gelada; água fria, transparente, aguarda os convidados para a fotografia de grupo.
A festa vai começar daqui pouco; tarda nada começam a chegar os amigos - a reunião é hoje.
Estribeiro, na Abrigada; as terras do Oeste, que ficam mais a Leste;
na fronteira onde se misturam Saloios com Ribatejanos.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Tarde, tarde...



Tarde, tarde, o dia esvai-se, no tempo
o relógio vai parar durante a noite,
mais uma noite desligado, à espera
de recomeçar a contagem de mais um dia
mais algumas horas que eu vou passar
não sei como, e ainda não sei onde..?

Não vou dizer onde ando,
Nem sequer onde estive.
Porque há gente que vive,
Por aí me atormentando.

Por muito que eu queira,
Denunciar o mandante
Que pagou ao meliante,
Não encontro maneira.

Dizem que eu devia contar...
Que podia, tudo descrever...
Mas eu nada estou a fazer.
Ainda não consigo divulgar.

Desconfio do que (des)conheço...
Pode haver alguém à espreita,
Numa esquina do caminho,
Por onde já não vou passar.

Mas já é tarde para recuar.
Não se pode diluir em vinho,
O mal que esta vida enfeita.
Afinal, é isto o que mereço?

quinta-feira, janeiro 10, 2008

coisa boa!


Lisboa das Naus

Lisboa à beira-mar, cheia de vistas,
Ó Lisboa das meigas Procissões!
Ó Lisboa de Irmãs e de Fadistas!
Ó Lisboa dos líricos pregões...
Lisboa com o Tejo das conquistas,
Mais os ossos prováveis de Camões!
Ó Lisboa de mármore! Lisboa
Quem nunca te viu, não viu coisa boa!


(António Nobre)

quarta-feira, janeiro 09, 2008

a Fonte 191


Só mais uma... e pronto, acabaram as fonte de Havana.

Obs.:
Há por lá, mais fontes monumentais em mármore de Carrara , mas eu não as fotografei.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Teddy Boy


A designação, apareceu pela primeira vez em 1953, escrita no diário Inglês "Daily Express", para designar o novo estilo (a moda) da juventude da época - a renovação do post-guerra.
Por esta data, o que viria a ser o mais famoso "Teddy Boy" americano, Elvis Presley era ainda um simples camionista, que se encontrava, todavia muto próximo de atingir o seu grande êxito, "It's Now Or Never".

Elvis, nasceu no Missisipi, a 8 de Janeiro de 1935.
E, no dizer de muitos dos seus fãs, "Elvis Não Morreu", festeja hoje os seus 73 anos de idade.

É a opinião de um, estupidamente grande, conjunto de (anormais) fãs que acreditam plenamente que Elvis vive ainda, escondido algures numa Ilha desconhecida.
Inexplicavelmente (voluntariamente?) retirado do mundo, "O Rei", faz algumas aparições públicas, de vez em quando - alguns dos seus alucinados fãs, afirmam tê-lo visto em diferentes localidades dos States.

o Sono


"O SONO, É A ANTECÂMARA DA MORTE"
..
Eu, nunca penso nisto, antes de dormir.
Se pensasse, nesta máxima do Shakespeare, provavelmente, iria ter grande dificuldade em adormecer.
A mim, esta frase, recorda-me apenas uma anedota dos tempos de estudante do Liceu; quem a contou pela primeira vez, foi um grande amigo, que frequentava a Escola Comercial de Veiga Beirão.

Na viagem de comboio, o Zé, ressona de boca aberta, resvalando para cima do passageiro do lado.
O outro, acorda-o com um encontrão e diz: "O sono é a antecâmara da morte." - William Shakespeare.
O Zé, abre um olho, fecha a boca, fecha os olhos, volta-se para o outro lado e recai no sono.
De novo o vizinho lhe interrompe o descanso, repetindo: "O sono é a antecâmara da morte." - William Shakespeare.
O Zé, não liga, e retoma o concerto sonoro. A cena repete-se uma terceira vez em que, o Zé, finalmente perde a paciência e retruca: "Vá chatear a pata que o pariu." - José Almeida.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...