segunda-feira, janeiro 07, 2008

a Fonte 190


Na aldeia dos Fóios,
no alto da Serra das Mesas,
encontra-se a nascente do Rio Côa,
que segue para Norte ao encontro do Douro.

Na aldeia dos Fóios,
come-se um um belo Cabrito assado nas brasas,
produzem-se os melhores Queijos cabreiros da Beiras,
fabricam-se os mais saboros Enchidos de fumeiros caseiros.

Na aldeia dos Fóios,
numa fria noite de final de Dezembro aprendi a Cantar as Janeiras,
entrei na rusga, percorri as ruas, invadindo adegas, enchi a saca das oferendas,
de acepipes variados, doces e salgados, e... apanhei uma daquelas grandes bebedeiras.

Na aldeia dos Fóios,
arribei por acaso, naquela semana de Natal,
vindo de outra aldeia ali perto, a Sortelha medieval.
Já passaram mais de 10 anos, mas recordo perfeitamente,
tudo o que lá vivi, até sucumbir vencido pelos vapores da aguardente.

Hino dos Fóios

Fóios é a nossa terra
É a mais bela de Portugal
É um regalo conhecê-la
Porque como ela
Não há igual

Mesmo à beirinha de Espanha
E na nascente do rio Côa
É que nasceu esta terra
Que não inveja
Mesmo Lisboa

(..excerto)

domingo, janeiro 06, 2008

Os Sonhos


Foi o meu amigo Hortêncio, quem me enviou a
melhor mensagem de esperança de Ano Novo:

"NÃO DESISTAS DOS SONHOS, EM 2008.
SE NÃO ENCONTRARES NUMA PASTELARIA,
PROCURA NOUTRA."

sábado, janeiro 05, 2008

Liberdades


há muitas:

A Liberdade Física; a Liberdade Política; a Liberdade Religiosa; a Liberdade de Expressão; a Liberdade dos Povos; a Liberdade Individual; a Liberdade dos Outros; a Tua Liberdade e a Minha Liberdade.

Definições, também há:

Justiniano, Imperador de Roma disse,
"Libertas est potestas faciendi id quod Jure licet"
(A liberdade é a faculdade de fazer o que o Direito permite, ou a liberdade é a faculdade que cada um tem de fazer o que lhe aprouver, até que a força da Lei o impeça.)

Ulpiano, seu contemporâneo, exclamou,
"Libertas pecunia lui non potest"
(A liberdade não se paga com dinheiro) - o que, até nem era verdade..!

O jurista Gayo, afirmou,
"Libertas omnibus rebus favorabilior est"
(A liberdade é a mais preciosa de todas as coisas).

A Revolução Francesa, proclamou a Declaracão dos Direitos do Homem e do Cidadão, que consagra a liberdade, como Direito Fundamental, definido nos seguintes termos:
"Liberdade é a faculdade de fazer tudo aquilo que não prejudique o outro".
(sendo esta, provavelmente a definição mais conhecida, hoje em dia)

Quer dizer, que a liberdade humana deve ser acompanhada pelo sentido da responsabilidade, a fim de evitar converter-se em libertinagem.

Em todas as épocas, se tem procurado, sem que se haja logrado alcançar a solução ideal para um eterna problema:
o equilíbrio perfeito entre o direito do indivíduo actuar sem interferências alheias e a necessidade que a comunidade tem de lhe restringir a liberdade.
Será lógico, por isso, concluir que,
"Liberdade em Democracia é uma Utopia"?

Amanhecer XCVIII


Eis as cores captadas no meu primeiro amanhecer na maior ilha das Caraíbas.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

um Conto


DOIS CAMINHOS

Ontem, ao sentir nas minhas mãos geladas, o contacto fremente dos teus dedos cheios de febre, eu senti dentro de mim o baque forte de uma sensação desconcertante, que me fez tremer e encheu de pavor.
Minutos depois daquele enleio, que voltou a realizar o milagre da junção das nossas almas, ao mirar-me nos teus olhos negros e parados, deixei-me esquecida de tudo o mais, penetrar pelo seu fluido estranho ao ponto de me toldar e absorver nas dobras desse mistério, que já foi o rastilho da minha embriaguês antiga.
E apateceu-me fugir! Fugir imediatamnete, soltar as tuas mãos, não ver mais os teus olhos! Agora, impaciente, percorrerás, com os olhos dilatados, àvidamente, a rua, querendo rasgar clareiras por entre a multidão apressada, no desejo de lobrigar o meu vulto de oriental esguia... Porem esperarás em vão. Não posso cumprir a promessa. Faltarei!
Por isso escrevo estas páginas com o sangue quente da paixão rubra que reacendeste, diluido na tinta transparente das lágrimas que sinto cair dentro da alma, alagada agora pela mágoa imensa da certeza de perder-te definitivamente.

(excerto de um conto de Lúcia de Castro, 1947, Século Ilustrado)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

a Fonte 189


Prontos, já que ninguèm protestou veementemente, aqui vai mais uma.

Encontrei-a no centro da Plaza Vieja,
a Fonte que antigamente abastecia de água os residentes foi reconstruída, agora só para servir de ornamento, com Mármore de Carrara.
Não é bonita nem é feia. Antes pelo contrário, não tem graça nenhuma, mas enfim... suponho que deve ter sido uma oferta do povo da Toscana (Itália) ao povo de Habana (Cuba).

El Buzon


Para todos os que estão fartos,
mesmo fartinhos das tretas deste "blog",
nomeadamente da saga das Fontes, ou
do folhetim dos Amanheceres,
têm aqui,

"el buzon de sugerencias e reclamaciones"
(a caixa de sugestões e reclamações)
ou "el buzon de correo" - a caixa do correio,
para usar à vontade - toca a mandar vir, ó gente!

a Limpeza


E, mais uma vez, ganharam as Brancas.
As Pretas ficaram todas fora de combate.

O jogo foi assim uma espécie de "limpeza étnica".

terça-feira, janeiro 01, 2008

o Olhar


"Se poderes olhar, vê. Se poderes ver, repara."

(José Saramago)

a Fonte 188


Fechei o Ano Velho,

pairando
no céu do misterioso Triângulo das Bermudas;
velejando
nas ondas turquesa do Mar das Caraíbas;
mergulhando
nas águas de cristal dos Recifes de Coral;
dançando
a Rumba e a Salsa, numa rua de Habana Vieja;


Abri o Ano Novo,

voando
a jacto, de regresso à Nossa Terra,
ansioso
cheio de pressa para "postar";
trazendo
para aqui mais algumas Fontes,
das muitas que, em todas as Latitudes, em todos os Continenets, se vão atravessando no meu caminho errante!
Oh... a seca, continua!
(desta vez, com água, num Jardim de Havana)

El Mojito


Mais palavras para quê...

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!