segunda-feira, dezembro 31, 2007

a Nova Era


La era está pariendo un corazón

Le he preguntado a mi sombra
a ver como ando para reírme,
mientras el llanto, con voz de templo,
rompe en la sala
regando el tiempo.

Mi sombra dice que reírse
es ver los llantos como mi llanto,
y me he callado, desesperado
y escucho entonces:
la tierra llora.

La era está pariendo un corazón,
no puede más, se muere de dolor
y hay que acudir corriendo
pues se cae el porvenir
en cualquier selva del mundo,
en cualquier calle.

Debo dejar la casa y el sillón,
la madre vive hasta que muere el sol,
y hay que quemar el cielo si es preciso
por vivir,
por cualquier hombre del mundo,
por cualquier casa.


(Silvio Rodríguez, 1968)

sábado, dezembro 22, 2007

Amanhecer XCVII


Não sei como, nem onde, serão os próximos amanheceres.
..
Vou estar longe.
Longe de casa
Longe do frio.
Longe dos Blogs.
Longe de tudo.
Longe de Mim!!!
..
Por isso, não me telefonem mais este ano - eu não atendo.
Mas, se quiserem mesmo, se não puderem evitar,
então, mandem-me um SMS - isso, sim, eu recebo e leio, mas NÃO RESPONDO!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

a Fonte 187


Talvez a última deste ano 2007.
A última de uma série, esquisita.
Minhas senhoras e meus senhores, eis

A FONTE DE TODOS AS GUERRAS

A Fonte da INFELICIDADE,
da FALSA FELICIDADE,
das DESIGUALDADES,
da ESCRAVATURA,
da POBREZA e da RIQUEZA,
da INVEJA,
da INJUSTIÇA,
do ÓDIO,
das FRUSTRAÇÕES,
das ILUSÕES e DESILUSÕES,
da DESUMANIDADE,
das CONTRADIÇÕES,
da MISÉRIA e do PROGRESSO...

DINHEIRO,
a fonte de tantas outras coisas (BOAS e MÁS) que agora não me lembro, mas que sei, orientam, dominam, controlam igualmente, TODA A VIDA DE QUEM O TEM E DE QUEM O NÃO TEM, e directa ou indirectamente a VIDA DE TODOS OS SERES vivos no planeta.

Postal Ilustrado 1

Fotociclista
(Os Bilhetes Postais da minha Tia Avó, Emília)

Na série dedicada aos Costumes Portugueses, seleccionei, uma aguarela de Alfredo Moraes, com uma "SERRANA da BEIRA-ALTA", que nos oferece uma quadra popular:

O ingrato por quem eu tive
A mais sincera paixão.
Namorou-se d'outra mulher
Morreu para o meu coração.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

o Bem e o Mal



Mais uma vez é quinta-feira;
a tradição diz que é o meu dia sexual.
pode ser um dia à maneira,
ou a coisa pode acabar por correr mal.

de há 15 anos a esta parte,
que penso assim, uma vez por semana.
e me falta o engenho e arte,
para levar por diante este dia sacana.

e agora vou sair desta rima,
já estou farto de fazer versos à tôa.
vou ter com a minha prima,
e vamos beber uns copos a Lisboa.

se ela não quiser, que se lixe;
há sempre alguém que espera companhia,
a precisar de um apoio fiche,
para esquecer mágoas e abraçar a alegria.

(a letra já está; agora falta a música)

a Fonte 186


A principal Fonte dos Males que afectam a vida natural e poem em causa o futuro da humanidade e do planeta Terra.
Uma das mais controversas Fontes de energia, alguma vez inventadas pelo homem.

a viola 3/4



Cabecinha no Ombro

Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
E conta logo a tua mágoa toda para mim
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
que não vai embora, porque gosta de mim
Ai, eu quero o teu carinho, porque eu vivo tão sozinho
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
se ela vai embora, se ela vai embora
se ela vai embora, porque gosta de mim


Está decidido - esta velha canção (do Almir Sater) será a primeira (e talvez a única) que eu vou aprender a tocar na viola clássica 3/4 do Bilo Michel.
Ao fim de dois dias de ensaios, já sei as posições "C, G7, e o C7".

quarta-feira, dezembro 19, 2007

a Fonte 185


Para variar, cá está uma fonte jeitosinha, bonita, limpinha e bem cuidada.
Ah! E não está seca, apesar de se encontrar na Venda Seca.
Só tem um pequeno problema:
"ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO".
Euh, o costume, dizem. Já estamos ahabituados a essa treta.
O que é que nos interessa constatar uma coisa dessas?
Nada, está claro, digo eu. Hoje em dia, ninguém passeia a pé pelos caminhos de Portugal.
De bicicleta, isso sim, ainda encontramos por aí, um ou outro maluquinho, amador do pedal e até um Fotocilcista anormal.
Mas, esses, preferem parar no café e matar a sede com uma imperial fresquinha.
Água? Na fonte, é boa sim senhor, mas só para lavar as mãos, se por azar, a corrente da bicicleta saltar dos carretos.
Mesmo assim, apesar de tudo, sempre pode haver alguém que precise de ir à fonte buscar água para curtir as azeitonas... pois, aqui nesta não se safa.

Autoretrato 25


No mínimo estranha, esta fotografia.
A escadaria será a descer ou a subir?
A minha sombra escorrega pela escada abaixo ou rasteja pela escada acima?
Em alturas como esta, (no fim e no princípio do ano) em que a minha mente é assoreada por tudo o que são dúvidas e pressentimentos, é habitual eu questionar-me acerca do meu futuro próximo - será isto um sinal de que tudo vai melhorar, ou um presságio de que as coisas vão de mal a pior?

Seja lá como for, posso adiantar que, à direita da parede de fundo, se encontra uma porta, por sinal uma bela porta, que dá acesso ao interior da Fonte da Luz, isto é, (a Fonte 177) da Senhora da Luz, em Carnide.

terça-feira, dezembro 18, 2007

a Fonte 184


Fonte e Capela da Senhora, no Monte do Faro.
Local de extraordinária beleza paisagística, de onde, em dias claros e com pouca humidade, a vista alcança o vale do Rio Minho, desde Valença/Tuy até quase à foz, em Caminha/La Guardia.

Eis a Fonte dos mais profundos receios, dúvidas e incertezas que povoam a minha mente, desde há muito tempo - princípio dos anos 80.
Está aqui, a Fonte da grandecíssima angústia existencial que me atormenta, que me apoquenta, desde então, cada vez mais intensamente, ao ponto de hoje patrocinar quase todos os meus pesadelos.
Coisas do espírito que, inexplicavelmente, afectam a minha existência física. Se é que, ainda, existo?
Irracional, tudo isto? Talvez... mas, apesar de tudo, há (sempre) uma explicação, que eu posso dar.

Talvez eu consiga, escrever alguma coisa acerca do assunto, no próximo ano, quando (ou se) voltar da viagem no tempo (aos anos 60 do Século XX) e no espaço, que vou fazer em breve.
Faltam apenas três dias, para o "Amanhecer XCVII" noutro Continente, onde dizem, se localizava a Atlântida.

no Circo


E eram cobras, lagartos, leões.
Espectáculo de grande atracção.
Mas o rapaz do trapézio voador,
Não engolia barras de sabão!!!
Nem conseguiu fazer, o coitado,
Ó grande porra, que frustação,
O salto com duplo mortal e meio.
O belo artista caiu desamparado,
Sobre a rede. Acertou em cheio!

Entardecer e Adormecer

Praia de Algés, Oeiras Ah, quanto tempo que eu gastei a pensar; a pensar nas coisas que eu queria dizer; e foi tanto o tempo que leve...