quarta-feira, dezembro 19, 2007

Autoretrato 25


No mínimo estranha, esta fotografia.
A escadaria será a descer ou a subir?
A minha sombra escorrega pela escada abaixo ou rasteja pela escada acima?
Em alturas como esta, (no fim e no princípio do ano) em que a minha mente é assoreada por tudo o que são dúvidas e pressentimentos, é habitual eu questionar-me acerca do meu futuro próximo - será isto um sinal de que tudo vai melhorar, ou um presságio de que as coisas vão de mal a pior?

Seja lá como for, posso adiantar que, à direita da parede de fundo, se encontra uma porta, por sinal uma bela porta, que dá acesso ao interior da Fonte da Luz, isto é, (a Fonte 177) da Senhora da Luz, em Carnide.

terça-feira, dezembro 18, 2007

a Fonte 184


Fonte e Capela da Senhora, no Monte do Faro.
Local de extraordinária beleza paisagística, de onde, em dias claros e com pouca humidade, a vista alcança o vale do Rio Minho, desde Valença/Tuy até quase à foz, em Caminha/La Guardia.

Eis a Fonte dos mais profundos receios, dúvidas e incertezas que povoam a minha mente, desde há muito tempo - princípio dos anos 80.
Está aqui, a Fonte da grandecíssima angústia existencial que me atormenta, que me apoquenta, desde então, cada vez mais intensamente, ao ponto de hoje patrocinar quase todos os meus pesadelos.
Coisas do espírito que, inexplicavelmente, afectam a minha existência física. Se é que, ainda, existo?
Irracional, tudo isto? Talvez... mas, apesar de tudo, há (sempre) uma explicação, que eu posso dar.

Talvez eu consiga, escrever alguma coisa acerca do assunto, no próximo ano, quando (ou se) voltar da viagem no tempo (aos anos 60 do Século XX) e no espaço, que vou fazer em breve.
Faltam apenas três dias, para o "Amanhecer XCVII" noutro Continente, onde dizem, se localizava a Atlântida.

no Circo


E eram cobras, lagartos, leões.
Espectáculo de grande atracção.
Mas o rapaz do trapézio voador,
Não engolia barras de sabão!!!
Nem conseguiu fazer, o coitado,
Ó grande porra, que frustação,
O salto com duplo mortal e meio.
O belo artista caiu desamparado,
Sobre a rede. Acertou em cheio!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

a Fonte 183


Como já não interessam ninguém, os monólogos aqui do Fotociclista, tanto faz eu publicar um "post"


.. onde embrulho em palavras esquisitas e caras, algumas ideias quase sempre banais, atribuindo-lhes uma forma mais ou menos rebuscada só para exercitar a inteligência, e por vezes, dar que pensar ao leitor mais atento;
.. ou onde me dá gozo, é giro, abordar sem preconceitos uma das muitas teorias, quase sempre mal explicadas pelos sociólogos e desenvolver à volta do tema alguns conceitos sem sentido e sem preocupação de ser ou não entendido;
.. tanto me faz, sociologia ou filosofia, coisas sociais ou metafísicas, é igual ao litro - muitas das vezes, nem eu entendo quando me dá para dissertar - acontece-me o mesmo que ao homenzinho que foi dar uma palestra sobre Os Malefícios do Tabaco, por encomenda da sua esposa - digo tudo menos o que era suposto dizer.

Por isso, por aquilo e por aqueloutro, aqui vai mais uma fonte. Tala é o nome da aldeia, que se orgulha desta bela obra de arquitectura popular e urbana, cuja finalidade parece óbvia, mas não é tanto assim:
Seria para abastecer de água os vizinhos, ou spara servir de suporte às sobras de azulejos da construção da moradia de um qualquer freguês (habitante da freguesia) mais abastado, ou para suportar os diversos letreiros que nela se encontram pegados - como por exemplo o tradicional - LAVAGENS PROIBIDAS.
Ora toma!

domingo, dezembro 16, 2007

o Sinaleiro


Olhó polícia.
Olhó polícia, sinaleiro.
Ai passa agora,
Ai se não passas,
Ficas sem carta e sem dinheiro!


(o refrão, única parte que eu me recordo, de uma cantiga de quadro de Revista, que esteve nos tops do sucesso da Telefonia, nos meus tempos de puto)

a Fonte 182


Se o meu telemóvel (que eu uso mais é para telefonar),
servisse para tirar fotografias muito boas, decentes,
vocês podiam ver (melhor) na imagem, lá ao fundo,
uma FONTE de GRANDES ALEGRIAS e TRISTEZAS,
para muitos Milhões de Portugueses - sócios e adeptos
do Glorioso SLB - a Catedral da Luz.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

a Fonte 181


Em "A-DOS-CAOS",
há muitas hortas, com agriões, grelos e repolhos;
também há couves portuguesas, tronchudas e galegas;
e ainda há, no meio disto tudo, quem havia de dizer,
uma fonte, cuja água, imaginem, até é boa para beber.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Quinta a fundo


Pior do que uma SEXTA-FEIRA 13,
só mesmo uma QUINTA-FEIRA 13.

Por isso é que hoje de manhã, que pesadelo, ao despertar, o meu pensamento se encontrava em Valença do Minho.

(pensamento pró fundo)

o Fadinho


Passeia p'lo mundo inteiro
Por gostar da vida boa
Mas não mora no estrangeiro
O fado mora em Lisboa.

Já morou na Mouraria,
Mas depois num sobressalto
Tratou da mudança, e um dia
Foi p'ró Bairro Alto.

O fadinho mora sempre por castigo
Num bairro antigo, num bairro antigo.
E a seu lado, p'ra falarem à vontade
Mora a saudade, mora a saudade.
Quase em frente, numa casa de pobreza
Vive a tristeza, vive a tristeza.
Tem corrido os velhos bairros sempre à toa
Mas mora em Lisboa, mas mora em Lisboa.

(Tony de Matos, 196x)

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...