sábado, novembro 24, 2007

sexta-feira, novembro 23, 2007

a Fonte 171


À entrada de uma quinta em Almoçageme, Sintra.

a Margem



A sua amada acena da varanda,
para a silhueta de um Cacilheiro,
que desvanece no denso nevoeiro.
Ele cruza o rio p'ra Outra Banda.

De partida para a longa viajem,
disse, "adeus amiga, está na hora,"
Era preciso sair. Foi-se embora.
" vou passar p'ra Outra Margem."

Ele não ia atravessar o Rio Tejo,
mas sim o derradeiro Rio Letes.
Quero tornar a ver-te, prometes
voltar depressa, como eu desejo?

Não sei, vou pensar pelo caminho.
Se, por lá não encontrar ninguém,
Volto logo. O sítio não me convém,
Tenho muito medo de ficar sozinho.

(Lisboa, Nov. 2007)

quinta-feira, novembro 22, 2007

a Fonte 170


Arranja-se sempre mais uma fonte, para postar.
Esta é pertinho daqui, em Carnaxide.
É uma construção Pombalina.

"O Fidelíssimo Rei José I
Mandou para utilidade deste povo
Correr livre esta água
No ano do Senhor de 1766"

Está ligado, através de um aqueduto, à Mãe de Água da Serra de Carnaxide.
Nas traseiras deste, costas com costas, foi edificado em 1952, um fontanário moderno, revestido a azulejo, alimentado com água da rede publica.

a Regra


SE,

"TODA A REGRA TEM EXCEPÇÃO", É UMA REGRA.

ENTÃO, HÁ UMA REGRA QUE NÃO TEM EXCEPÇÃO.
LOGO, NEM TODA A REGRA TEM EXCEPÇÃO..!
É UMA CONTRADIÇÃO.

-Mas o que é que esta janela da capela da Nossa Senhora de Porto Salvo tem a ver com isto? Nada, é só para fazer confusão... e assim, chamar a atenção.
Se passarem por lá perto, vale a pena parar um bocadinho para apreciar os azulejos (sec. XVII, na reconstrução) que forram por dentro e por fora esta pequena igreja erigida na época dos Descobrimentos Portugueses, por marinheiros que se salvaram de uma viagem tormentosa.

quarta-feira, novembro 21, 2007

a Fonte 169


Fábrica da Pólvora Negra, em Barcarena.
Uma das duas únicas fotos de fontes (não publicadas) que escaparam à "explosão" do disco rígido do meu computador.
Os paineis de azulejos sobre o Chafariz, ilustram os acontecimentos mais marcantes do tempo em que a fábrica começou a funcionar (1540) e a data em que foi encerrada (1940) .

o Disco


Ao apreciar esta magnífica imagem (uma obra da natureza), comecei a escrever um poema dos tais... daqueles que a minha desgraçada veia poética (outra obra da natureza) costuma parir.

Já tinha debitado para o post, uma data de quadras com rima cruzada em sextetos - uma sim uma não - de modo tão esquisito que nem eu agora sei explicar.

Os versos, tinham uma métrica medida a olho, sem contar as sílabas, apenas alinhando-os verticalmente à esquerda e à direita, à vista desarmada, no ecran do computador.

E estava muito bem entretido, colando palavras (e espaços e vírgulas e pontos e tudo, até apóstrofes e hífens) inspirado pelo enquadramento do desvanecente disco solar, no entardecer da planura alentejana, quando... prrrrreeee!!!
- O disco do meu portátil aterrou de cabeça!
Centenas de fotografias, dezenas de textos, montes de contactos, e... sei lá que mais, já eram!

terça-feira, novembro 20, 2007

a Fonte 168



(Mãe-d'água em Carnaxide)

Mãe-d'água é o nome de uma sereia que habita as águas dos rios da Amazónia.


Como todas as outras sereias (as da Mitologia Grega), também esta é dona de indescritível beleza e canto maravilhoso, que encanta os pescadores quando passam muito tempo sozinhos a navegar. Muitos, não resistem ao seu delicioso canto e à sua beleza estonteante e são levados pela miragem dos seus olhos verdes, para morar com ela nas profundezas das águas onde desaparecem.

Quem sair para pescar, a horas mortas deve tomar cuidado para não incomodar a Mãe-d'água, nos seus domínios, posto que, durante a noite, ela facilmente se melindra e encanta o invasor castigando-o com uma febre alta que nenhum médico conseguirá curar. Apenas os rituais e mezinhas dos curandeiros índios lhes podem valer.

vou-membora


Vou-me embora, vou partir
mas tenho esperança
de correr o mundo inteiro, quero ir
quero ver e conhecer rosa branca
e a vida do marinheiro sem dormir

(Alentejano Desconhecido)


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei.

(Manuel Bandeira)


Vou-me embora, vou-me embora
Vou sair dessa cidade
Vou-me embora, vou-me embora
Vou morar lá na Trindade

(Neto Trindade)


Vou-me embora pra Bahia,
Porque lá é meu lugar.
Tem a festa do Bonfim,
E o Mercado Popular.

(Capoeira Desconhecido)

segunda-feira, novembro 19, 2007

a Fonte 167


Chafariz da Porcalhota, no seu lugar original, nos anos 60.
O puto que vemos aqui à esquerda, caminhano na Travessa da Falagueira, até que, bem podia ser EU. Quem sabe...

Mulher Rendeira



Oiê, mulé rendeira
Oiê muié rendá
Tu me ensina a fazer renda
Que eu te ensino a namorar

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao doutor
A filha adoentada
Não come nem estuda
Não dorme nem quer nada
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não tem um só remédio
Em toda a medicina.


Zé do Norte, 1950


Há uma data de anos que não ouvia esta música brasileira, que também foi exito popular em Portugal.
A canção, fez parte da banda sonora do filme de Lima Barreto, "O Cangaceiro", 1950.
O filme, sobre a vida do famoso Lampião, ganhou o 1º prémio do Festival de Cannes.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...