segunda-feira, novembro 19, 2007

a Fonte 167


Chafariz da Porcalhota, no seu lugar original, nos anos 60.
O puto que vemos aqui à esquerda, caminhano na Travessa da Falagueira, até que, bem podia ser EU. Quem sabe...

Mulher Rendeira



Oiê, mulé rendeira
Oiê muié rendá
Tu me ensina a fazer renda
Que eu te ensino a namorar

Ela só quer, só pensa em namorar
Ela só quer, só pensa em namorar

Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao doutor
A filha adoentada
Não come nem estuda
Não dorme nem quer nada
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não tem um só remédio
Em toda a medicina.


Zé do Norte, 1950


Há uma data de anos que não ouvia esta música brasileira, que também foi exito popular em Portugal.
A canção, fez parte da banda sonora do filme de Lima Barreto, "O Cangaceiro", 1950.
O filme, sobre a vida do famoso Lampião, ganhou o 1º prémio do Festival de Cannes.

domingo, novembro 18, 2007

a Fonte 166


- Je n'ais rien en particulier à dire... a propos de cette fontaine, aujourd'hui.
- I have nothing special to say... about this fountain, today.
- Não tenho nada de especial para dizer... acerca desta fonte, hoje.

(São Pedro de Sintra)

Janelas sem casa


Por detrás da vidraça, há figuras paradas no tempo,
espreitando a rua;
suas sombras rastejando pelo soalho quando o luar
entra pelas janelas;
que importa saber de onde vens, ou para onde vais,
só a vida é toda tua;
também o presente, esse eterno devorador do futuro,
já passou por elas!


(ora bom, vá lá alguém entender..?
as merdas do caraças que me saem aqui para os textos..!)

sábado, novembro 17, 2007

a Fonte 165



O Consumo

Até p'rós cães compram perfumes
e champôs, marca etcétera e tal,
neste país dos brandos costumes,
"A vida está difícil?", diz o Pessoal.

(rima do Ti Compadre, 2007)

Amanhecer XCII


Vento! Chuva! Temporal! Está prometido para hoje,
Sábado de manhã, abro a janela, com algum receio:
- Ora Viva! O anunciado mau tempo ainda não veio!
Vou já p'ra rua apanhar o sol, a ver se ele não foge.

(o que é que hei-de fazer?
há dias em que eu penso, assim... em verso?)

sexta-feira, novembro 16, 2007

a Fonte 164


Esta fica em Nafarros,
quase em frente à propriedade do camarada Bochechas, ex-presidente e ex-governante.
Por falar nisso, aqui vai esta, mesmo a calhar,

O Governo

Os nossos políticos lá em Lisboa?
Dizem: "agora, ou vai ou racha"!
Eu cá p'ra mim, eles falam à tôa!
Olhe lá. Atão voismecê não acha?

(rima do Ti Compadre de Montemor, 2007)

Porta 9A


Não, não estou enganado, não senhor!
Esta porta Nove (9) é uma porta Nova (9A).

quinta-feira, novembro 15, 2007

a Fonte 163


No Domingo passado, em Montemor-o-Novo,
conversei com um alentejano velho,
sentado numa esplanada fronteira a este belo chafariz.
Enquanto bebericava a sua "mini" Sagres
com uma machinha de torresmos (fritos na hora
e servidos com umas pedrinhas de sal grosso,
à moda do alentejo) para fazer boca,
ele lá foi rimando umas quadras a calhar,
como esta (e outras que hei-de publicar):

O Clima

O tempo está muito alterado...
Ele é, muito sol e pouca chuva.
No monte queixa-se o Morgado:
Temos muita parra e pouca uva!

(Ti Compadre, Montemor 2007)

quarta-feira, novembro 14, 2007

a Pintura



Cores do Outono verdadeiro,
Que a Natureza criou.
Ou terá sido um tinteiro,
Que Deus aqui entornou?


(alguém... pintou)

a Fonte 162



Colhi azeitonas numa oliveira
Que encontrei além no monte.
Vou curti-las bem à maneira,
Só com sal e água desta fonte.


(rima e é verdade...
a fonte ainda tem água de nascente na Serra de Sintra;
as azeitonas colhi-as no Monte da Cabeça Gorda;
daqui a uns oito dias eu digo se ficaram bem curtidas)

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!