quarta-feira, novembro 14, 2007

a Pintura



Cores do Outono verdadeiro,
Que a Natureza criou.
Ou terá sido um tinteiro,
Que Deus aqui entornou?


(alguém... pintou)

a Fonte 162



Colhi azeitonas numa oliveira
Que encontrei além no monte.
Vou curti-las bem à maneira,
Só com sal e água desta fonte.


(rima e é verdade...
a fonte ainda tem água de nascente na Serra de Sintra;
as azeitonas colhi-as no Monte da Cabeça Gorda;
daqui a uns oito dias eu digo se ficaram bem curtidas)

Hans Christian


Andersen,
o autor de contos infantis, como "A Pequena Sereia", "O Pequeno Polegar", viveu algum tempo em casa da família O'Neill, na Trav. dos Clérigos, hoje a "Casa do Adro", aqui mesmo ao lado desta que fotografei há bocado.
«Diz-se que todo o estrangeiro poderá encontrar em Sintra
um pedaço da sua pátria. Eu descobri aqui a Dinamarca.
E todo o caminho da serra é um jardim,
onde a natureza e arte maravilhosamente se combinam,
no mais belo passeio que se pode imaginar.»


«Como tem este país todos os encantos !
Da Dinamarca, a terra, as searas, os verdes campos,
O cacto, a oliveira, no Sul abundante,
Ares tão puros, raios de sol brilhantes.»

«Quando, querendo Deus, em breve passear
Nas galerias de faias do meu país natal,
Voará muitas vezes meu pensamento
Para o belo país que é Portugal».


(Hans Christian Andersen, 1866)

terça-feira, novembro 13, 2007

a Fonte 161


A Câmara Municipal de Viana do Alentejo,

fez esta obra para dar de beber às alimárias: em especial bois e cavalos.

Rua das Amadas


Diálogo na Rua das (Bem ou Mal) Amadas

Se te armas em calona,
Ó minha ganda maluca.

Com um carôlo na mona,
Faço-te saltar a peruca.

Olhó mangas da Porcalhota!!!
Tu tens a mania que és mau.
Mas olha que aqui a velhota,
É capaz de te dar com um pau.

Afinal, comé quié?
Tás aqui, tás axar!

Levas um pontapé...
Quinté vais plo ar!

Tu pensas que és o maior.
Tás armado em mete nojo,
Põe-te a fancos, qué melhor.
Ó inda vais pra casa de rojo.

Que raio de porra esta!
Malvada sorte a minha.
Para ajudar à festa...
Só cá faltava a vizinha.

Pois! Vou-mimbora,
Ó minha! Tou no ir.

Ora bem! Tá na hora.
Vá lá ver! Tocá bulir...

Adeus, ó vai-tembora...
Já é tempo de partires
Ao encontro da aurora.
Dá notícias, se a vires...


(Cantos ao Desafio, Nov. 2007)

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vou-me embora


Vou-me embora, pare de gritar.
Vou-me embora, tenha calma,

Mas deixe-me deitar pra fora,
Tudo o que me vai na alma.
E depois eu vou-me embora.

Não precisa de m'empurrar!

Se, nem pedi para entrar,
Eu não quero ficar por cá.

Agora, basta, já disse tudo.
Pronto, vou sair daqui, já!
Entrei calado e saio mudo.
Pois não me deixam falar.


Mas que grande chatice...
É melhor não dizer nada.
Vamos lá ver se o amigo,
Quer levar uma lambada.
Pare de embirrar comigo.
Vou-me embora, já disse!

(disse, Um Gajo Qualquer, em Nov. 2007)

domingo, novembro 11, 2007

a Fonte 160


Fonte do Horto de Recreio

no Paço dos Henriques de Trastâmara.
Um jardim estilo Mudéjar junto à Capela de Nossa Senhora da Conceição
(Capela das Conchas) anexos ao Paço Real da Vila das Alcáçovas.
Já agora, aproveito para destacar que, todo este conjunto histórico da arquitectura portuguesa quinhentista se encontra bastante degradado, porque desde há muito que está ao Deus-dará, ou seja, completamente entregue à bicharada.

as Penas



As aves que cruzam os céus,
têm penas em vez de pêlo.
Olha como voam tão levezinhas.

Ajuda-me a levantar os véus,
para me livrar do pesadelo.
Solta da alma as penas minhas.

(poemeus e poeminhas)

sábado, novembro 10, 2007

a Fonte 159


Ora aqui está novidade.

O quê? Este velho fontanário mecânico da travessa do Paço Real, em Alcáçovas?
Esse já toda a gente está farta de ver.
Agora, o que nunca tinha sido aqui apresentado, era uma imagem com a participação especial de dois figurantes.
Melhor dizendo, dois figurões: o Kim e o Bilo, a compor o enquadramento da fonte.

Amanhecer XCI


Lembro-me do "borrego ensopado" bem ensopado com muitas garrafas de tinto.
Depois, esqueci o resto; mas... foi uma noite longa e muito animada.
Seguida de
- um mergulho na água fresca para limpar da pele o fumo do tabaco;
- um relaxezinho ao sol do Verão de S. Martinho, para recuperar energias;
e foi assim o despertar no Monte da Cabeça Gorda, em Alcáçovas.

sexta-feira, novembro 09, 2007

a Telha


Parei a olhar para este monte de telha portuguesa, e pensei:
- "Chiça, hoje estou cá com uma telha..!"

Mas, não sei porquê?
Está uma manhã deliciosa.
O Sol aberto.
Não há nem vento.
Um tempo morno.
O ar limpo, leve.
Cheira bem a Outono.
Sabe bem respirar fundo.
Que sossego...
Até apetece andar a pé.
Devagar, sem pressa de chegar a... lado nenhum em especial.
Vou andando, à toa.
Vagueando sozinho.
Subindo e descendo calçadas.
Travessas e escadinhas.
Enchendo a vista e o cartão de memória da máquina fotográfica.
Que maravilha de quintais e jardins.
E que belas casinhas...
E magníficas vistas.
Por aqui acima, por ali abaixo.
Algures, entre S. Pedro e a Vila de Sintra.

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...