quinta-feira, novembro 08, 2007

a Fonte 158


Não é nada bonita... mas,
até não é muito feia... e
serve para,
matar a sede à passarada;
dá jeito para,
regar os vasos de flores do quintal ao lado;
e eu bebo água, quando
cruzo a Marginal pelo túnel do Dafundo, durante
os passeios de fotociclista à beira Tejo entre Algés e a Cruz Quebrada.

Autoretrato 22


Estou à janela.
Nas águas-furtadas, dum telhado (Travessa dos Clérigos, Calçada de Sta. Maria) em Sintra.

quarta-feira, novembro 07, 2007

a Fonte 157


Muitas vezes coloco aqui
Fotos com fontes foleiras.
Não é o caso desta que vi,
Ali na várzea de Laveiras.

(A construção é de 1800 e tal e tinha nascente no verdejante vale da Ribeira de Barcarena, a montante de Caxias).

a pena


Esta pena que escreve,
Tudo aquilo que sinto,
Às vezes ela faz greve,
Pois sabe que eu minto.

(Fernando Pessoa, escreveu qualquer coisa parecida com esta.
Eu pensei quando peguei nesta pena de gaivota, caída na areia.)

terça-feira, novembro 06, 2007

outro mundo


Ao deixar a terra onde nasci,
levo na alma um desasossego.
Vou buscar bem longe daqui,
noutro mundo, um emprego.

(poemameu)

segunda-feira, novembro 05, 2007

a Fonte 156



Ó que porcaria de fonte esta!
Dizia ele com sentida mágoa:
Porcausa da largura da testa,
Não consigo beber aqui água.

(Rossio, Lisboa)

Forrobodó


Céu e Mar

De onde vem o sol,
não se vê o farol
Nesse céu e mar,
sonho viajar
Onde está você
quero te encontrar
Já é onde quero estar
se você não vê
não há como entender
nesse céu e mar,
sonho navegar
mesmo sem querer
não há como evitar
já é onde eu quero estar
..
Nesse por de sol
Hei de ver o farol
Neste céu e mar
Sonho em viajar
Seja para voar
Ou só para navegar
Aonde a paz vou encontrar!


(Forrueiros, música popular brasileira)
(O "forró", numa praia da Barra do Rio Tejo)

domingo, novembro 04, 2007

Sem fim


Mar sem mim,
não posso lá chegar,
céu sem fim,

não consigo alcançar,
azul enfim,

eu vejo tudo a passar,
longe de mim...

sexta-feira, novembro 02, 2007

a Fonte 155

Caxias
Cascata da Quinta Real de Caxias.
Ah!!! Como seria uma coisa bem bonita de se ver se...

- se houvesse alguma aguinha a escorrer pelas pedras abaixo para animar o ambiente (a vista e o ouvido) e para que o pequeno lago das Ninfas da base, tivesse um bocadinho melhor aspecto;

- se as estátuas em terracota da autoria de Machado de Castro, não estivessem de tal forma degradadas, que já nem se percebe o que representavam.

É o que resta dos jardins do Paço Real, que se podia considerar uma espécie de "casa da praia" da família Real portuguesa, nas primeiras décadas de 1800.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Autoretrato 17:30



Caxias, estrada marginal, cinco e meia da tarde.

De súbito, percebo que é quase noite.

Esta coisa da mudança para a Hora de Inverno, não dá jeito nenhum.

Ainda me faltam alguns kms para chegar a casa - já tenho que ligar a luz da bicicleta.

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!