sexta-feira, outubro 12, 2007

Esquina do Tempo



Deambulava à toa, sem GPS, percorrendo caminhos sem pretender chegar a qualquer destino que se situasse para além do que a vista desarmada pudesse alcançar.

Perseguia apenas um objectivo, que era não ter objectivo mais nenhum que não fosse o de percorrer sempre mais um quilómetro, mais um metro, mais um passo, para além daquilo que me parecia possível.

Ao dobrar uma esquina, deparei-me com um monte de recordações, que de chofre me rodearam, entupindo todos os meus sentidos, infiltrando-se na minha pele por todos os poros.

Com os pelos eriçados, a boca seca, os olhos a arder, encontrei-me suspenso no ar e logo, logo, tão depressa como num salto em queda livre, mergulhei no lago da memória, provocando nas águas paradas uma agitação sem precedentes.

As ondas de águas passadas, irradiaram por toda a superfície e o lodo oculto, esquecido, assente no fundo remexido, veio ao de cima em borbotões - eu tinha acabado de virar a esquina do tempo!

quinta-feira, outubro 11, 2007

Bolas...


Monsanto da Beira - aldeia histórica.

José Saramago, ao passar por aqui, afirmou:
Devemos entender o que há de pedra nas pessoas e descobrir o que das pessoas passou à pedra.

Ao ver isto, então, eu pensei:
Quem terá sido o gigantão que deixou aqui os tomates?

terça-feira, outubro 09, 2007

Flor de Maria

AUMENTAR

Talvez
Que Maria se espante
De ser tão louvada
Mas não
Quem por ela se prende
De a ver tão prendada

..

Palavras de Zeca Afonso, em Poemas "CANTAR DE NOVO", de 1970.
Para a autora do quadro com Flores, Maria José, 2007.

segunda-feira, outubro 08, 2007

na Noite 2


Autoretrato na noite.
Porque será que (só) eu não consigo escrever "Comentários" nos meus Blogs???

Será porque estou velho, feio, enrugado, cansado, rabugento e chateado!?

a Fonte 145


De passagem pela Sertã,
reparei numa renovada fonte, praticamente dentro de um braço da Ribeira que tem o mesmo nome da Vila.

terça-feira, outubro 02, 2007

a Fonte 144


Pedrògão Pequeno.
Ou será Pedrògão Grande?

as Osgas


Osga,
também eu tenho uma, bem alimentada, para a troca.
Há já uns 3 anos que se passeia pelos muros e telheiro do meu terraço.
Ainda não consegui fazer uma fotografia da bicha. É muito esquiva, não se mostra a descoberto por mais de 10 segundos - parece mesmo que percebe quando o nosso olhar se fixa nela.
Por outro lado, posso dizer que já lá apanhei algumas "osgas", mas das outras, daquelas de vinho branco, tinto, rosé e mesmo uma de caipirinha - bebida de que eu até nem gosto.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Outro Bicho


DIA MUNDIAL DO ANIMAL
O mais recente inquilino (ocupação selvagem) do terraço da Casa da Praia.

Uhhhh! Que nojo - diz o pessoal lá de casa ao aperceber-se da proximidade da existência desta mimética forma de vida, ora rastejante, ora saltitante.
Para mim, está lá muito bem:
  • não me salta para cima...
  • não morde, não ladra,
  • não faz porcaria, antes pelo contrário
  • come lesmas, moscas, baratas, bichos de conta, e outros insectos igualmente merdosos que por ali andam.
Não sei em qual dos duzentos buracos é que ele se esconde durante o dia.
Só o avisto durante a noite. Na última vez, estava o "gajinho" muito concentrado a tirar as medidas a uma borboleta-traça para a ceia.
PS.: É um vulgar SAPO castanho.

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!