sexta-feira, setembro 07, 2007

Flor outras


Em flores daqui e dali, (ainda) podemos ver (e fotografar)
umas quantas destas maravilhas que crescem muito bem
nas dunas de areia salgada na Praia-das-Maçãs.
Só é pena (já) não terem um aroma perfumado
como algumas das suas congéneres da mesma espécie.

a Fonte 133



Pensava que já tinha postado esta, mas afinal ainda não.
Então aqui fica: Lugar da ATALAIA (Cabo da Roca, Parque Natural de Sintra-Cascais, Portugal)

É um bocado antiga (1766) mas não é assim uma obra admirável.
Apesar de tudo, pode-se beber a água que sai da bica - basta, para isso, abrir a torneira e esperar que a Junta de Freguesia tenha as contas de água em dia, pois os SMAS da Câmara Municipal não perdoam; cortam o fornecimento a quem não paga.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Flores daqui e dali


Nas minhas voltinhas, às vezes, dá-me para embirrar com as flores.
Qero dizer: elas é que se metem comigo. Saltam-me à vista. Na maior parte dos casos, faz-me impressão elas serem tão perfeitas.
Depois, dou por mim a andar à volta delas como se fora uma abelha, a tirar fotografias de todos os ângulos e mais alguns.

Isto é o mal de ter uma máquina fotográfica digital - se andasse com a minha velha (de 30 anos) clássica Nikon reflex, não acontecia nada disto. A não ser que voltasse a montar o meu próprio laboratório de revelação e impressão de fotografia, à semelhança do que tive (muito graças à ajuda do Kim) nos idos anos 70.

Esperem por mim


Façam aqui um favorzinho ao Je:
- tomem-me conta da bicicleta enquanto eu vou até lá baixo ter com aquele pessoal a apanhar uma ondas.

quarta-feira, setembro 05, 2007

a Fonte 132


Passava um bocado das 3 horas da madrugada.
Subindo a Serra de Sintra, perto das Almoinhas Velhas (gosto do nome deste lugar), quase parei para beber água, nesta que foi fonte desde 1916.

Mas (in)felizmente, apercebi-me da presença do letreiro do costume.

O catrapázio, ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO, que hoje em dia, faz parte integrante de quase todas as fontes, fontanários, chafarizes, poços e afins do nosso muito mal PêDêéMizado portugalzinho dos autarcas.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Mais vento


E, não há dúvida nenhuma, que

Palavras, leva-as o vento!
(Popular, antigo)

Redemoinha o vento,
Anda à roda o ar.
Vai meu pensamento
Comigo a sonhar.

Vai saber na altura
Como no arvoredo
Se sente a frescura
Passar alta a medo.

Vai saber de eu ser
Aquilo que eu quis
Quando ouvi dizer
O que o vento diz.


(Fernando Pessoa, 1933)


terça-feira, agosto 21, 2007

Ventania



E há quem diga (do vento leste):
Que de Espanha não vem nem bom vento nem bom casamento!

Mas também há ventos de bonança e ainda, ventos de mudança:

E o vento mudou
Ela não voltou
As aves partiram
As folhas caíram

Ela quis viver
E o mundo correr
Prometeu voltar
Se o vento mudar

E o vento mudou
E ela não voltou
Sei que ela mentiu
P'ra sempre fugiu
Vento por favor
Traz-me o seu amor

(Festival da Canção, 1967)

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ventos


Velas ao vento (Fátima, 2007)

O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê!
(pensamento de Platão, o filósofo, em 400 AC)

E eu,

Pergunto ao vento que passa,
Notícias do meu País.
E o vento cala a desgraça.
O vento nada me diz.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.


(escreveu Manuel Alegre, o poeta, em 1963)

domingo, agosto 19, 2007

O Vento


Vento - ar em movimento.
Com mais vento tenho menos ar. Mais ar, faz-me falta mais ar. O ar em movimento, eu não consigo agarrar. Passa por mim, muito rápido, depressa demais para o poder captar, inspirar.
São 5 da madrugada, passei por AQUI, parei para escrever umas palavras que me rodopiavam na cabeça... de vento.
Dentro da minha caixa de ideias, as tempestades de Verão, começaram a fazer das suas, das minhas, ideias um pandemónio.
Não gramo o vento, não gosto do ar que passa por mim a correr, transportando com ele tudo o que não tem dono, que não é reclamado por ninguém.
EU, RECLAMO! Vou continuar a protestar, mas... cá para mim, o vento do ar, ou o ar do vento, foi pelos ares, foi um ar que lhe deu, não liga boia ao que eu digo, ou muito menos, que penso. Também não está mal pensado, não senhor! Quer dizer, se eu pensasse mais e melhor, secalhar não escrevia nada disto - estava era a dormir bem sossegadinho ali á beira-mar, embalado pelo constante troar da rebentação na Praia-das-Maçãs.
O barulho do mar - 5.000 locomotivas a puxar um comboio de 30.000 carruagens. E não tem fim, nunca mais acaba de passar por cima da ponte, o ressoar de pesadelo que o vento-brisa do mar do Oeste transporta até à minha cama, aos meus sentidos, ressentidos desta vida.
Aaaah! Vou seguir por aí fora, a escrever, palavras ao vento, em folhas de papel esvoaçante... e o vento, o vento e o tempo, passam, vão continuar passando por mim. E eu? Eu, sem querer poder fazer nada para mudar.
O tempo, o vento e o tempo: muda-se o tempo, mudam-se o quê?

sexta-feira, agosto 10, 2007

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!