quarta-feira, junho 13, 2007

a Festa 2



Gente sentada nas escadas
Festejando de copo na mão.
-Para mim, são bem passadas,
Quentinhas em cima do pão.

Pelos cantinhos da velh'Alfama
Páteos, travessas, becos e vielas
As pedras da calçada são a cama,
P'ra uma noite de grandes pielas.


(Escrita em dia, Bicho, 2007)

Os arcos


(Terreiro do Paço - Lisboa)

Persigo de forma recorrente, o tempo das mágoas passadas.
Esqueço para sempre o âmago do ser e não permanecer fora e dentro de um tempo que não é contínuo; é um ciclo recidivante de ocorrências e reencontros físicos e metafísicos; tudo aponta para uma crescente superioridade dos sentimentos irrefutáveis na condição de pré-qualquer coisa que não consigo descrever nem denominar;

precursores ou percursores, são os inevitáveis sucedâneos da vida de milhares de milhões de modos vivida e talvez até revivida em lapsos a que se podem chamar, feridas no tempo, pois da mesma forma que uma ferida corporal se define como sendo uma solução de continuidade num tecido orgânico, uma ferida temporal se poderá definir como uma solução de continuidade num espaço de tempo?

a Festa



De Alfama, à Bica e Madragoa
Até às tantas da madrugada
Há grande festa em Lisboa.
É a noite da sardinha assada.

Olha aqui no “Retiro da Coxa”,
São de Sesimbra. Fresquinhas!
Ora vamos lá! Não seja trouxa,
Hoje é dia de comer sardinhas.


(Escrita em dia, Bicho, 2007)

segunda-feira, junho 11, 2007

Flor esta 3


"Non son degno di te"


Non son degno di te, non ti merito più,
ma al mondo no, non esiste nessuno
che non ha sbagliato una volta!

E va bene così me ne vado da te,
ma quando la sera tu resterai sola
ricorda qualcuno che amava te.
Sui monti di pietra può nascere un fiore...
in me questa sera è nato l'amore per te!


(Gianni Morandi)

Vista daqui 33


Balada de Lisboa

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém.

(Manuel Alegre, 1989)

domingo, junho 10, 2007

a Fonte 114


Esta é uma das três fontes Boas

- A DOS NABOS, A DA BRINCOSA E A DO NÃO ME LEMBRO -

que se podem encontrar ali pelas bandas da Ericeira.

sexta-feira, junho 08, 2007

Considerando


O que dizem os existencialistas:

A existência é algo em aberto, sempre em mudança, sem nenhuma espécie de fado ou fatalismo.
A vida é para ser vivida com dúvidas, incertezas, inquietação, desespero e angústia, que são estados inerentes à existência humana.
- Bom, então se é assim, afinal EU EXISTO!

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...