sexta-feira, junho 08, 2007

a Fonte 113


(Lisboa, Alfama, Beco da Judiaria)
Ele há por aí fontes que nunca mais acabam... por esta terra fora.
Acho melhor começarem a guardar estas imagens e tomar nota dos lugares, pois os entendidos, andam praí a dizer que, mais dia menos dia, vai acabar a água doce.

Vista daqui 32


Balada de Lisboa

Esta é a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais.

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem.


(Manuel Alegre, 1989)

quinta-feira, junho 07, 2007

a Fonte 112


Um recanto das muralhas do Castelo de S. Jorge - Lisboa.

Vista daqui 31


Balada de Lisboa

Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo.


Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Esta é a cidade onde chegas
Nas manhãs da tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente.


(Manuel Alegre, 1989)

quarta-feira, junho 06, 2007

Repensar


A observação deste solitário Menir dos Almendres,
fez-me pensar e repensar, que contrariando a teoria
Cartesiana ("cogito ergo sum") eu cheguei à conclusão:
NÃO EXISTO!

a Fonte 111


S. Pedro de Penaferrim, Sintra
FONTE DO CONDE DE SUCENA - 1867.

terça-feira, junho 05, 2007

Existencialismo


(Mosteiro Cristão sobre ruínas de uma primitiva Vila Romana)

Enquanto admirava estas gravuras de S. Cucufate, na Vidigueira, continuava a matutar num velho problema:
- SERÁ QUE EU EXISTO???

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!