sábado, junho 02, 2007

quinta-feira, maio 31, 2007

Papoilas


Estou sonolento, um bocado tonto;

sinto as pálpebras pesadas, os olhos cansados;

não dá para "postar" mais nada, a vontade está em baixo;

estranho, não bebi nada de mais nem tomei nenhuma droga extra;

mas, não sei... só me apetece desligar, passar ao estado inconsciente... dormir.

papoilas, os campos em meu redor estão pejados de papoilas, será que me estão a afectar?

a Fonte 109


Na Estrada de Monserrate - Sintra
Fonte da Penha Verde

ESTA FONTE DENOMINADA DE EL REY
HE DO SENHOR DESTA QUINTA:
MANDOUA FAZER A CAMARA DA VILLA
DE CINTRA EM RECOMPENÇA DE OUTRA
DE BOA E ANTIGA ARQUITECTURA
QUE TINHA POUCO MAIS ABAIXO
QUE SE DEMOLIO QUANDO
SE MUDOU ESTA ESTRADA.

Não tem data.

la chanson


Lisboa

Lisboa je pars
Sans but, au loin et au hasard
De port en port, de gare en gare
Pour effacer les cris stridents de ma mémoire
Et tenter un nouveau départ
Je pars.

Lisboa je fuis
Vers l'incertain, vers l'infini
Vers des ailleurs chercher l'oubli
Comme un fuyard traqué, comme un proscrit.
J'ai gâché l'amour et détruit
Ma vie.


(Charles Aznavour, 2003)

quarta-feira, maio 30, 2007

Flor esta 2


Poema da Buganvília

Algum dia o poema será a buganvília
pendente deste muro da Calçada da Graça.
Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família,
e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa.

Mas antes desse dia há-de secar a buganvília
e o varredor há-de levar as flores secas para o monturo.
Depois cairá o muro.
E como o tempo passa
mesmo contra a vontade,
também há-de acabar a Calçada da Graça
e o resto da cidade.

Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso
que é o mais leve de tudo que se pode supor,
será esse o momento de o poema ser flor,
mas já não é preciso.

(António Gedeão)

Vista daqui 29



Cheira a Lisboa

Um craveiro numa água-furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa!
Uma rosa a florir na tapada,
Cheira bem, cheira a Lisboa!
A fragata que se ergue na proa,
A varina que teima em passar,
Cheiram bem porque são de Lisboa,
Lisboa tem cheiro de flores e de mar!

(Carlos Dias)

a Fonte 108


(Mais uma nos caminhos da Serra de Sintra)

Século XVIII, a Fonte de Mata-Alva
Patrocinada por Francis Cook

Inscrição na lápide:

Hunc Fontem
Condidit de nouo
Pro Bono Publico
Francisco
Uisconde de Monserrate
ad 1875

terça-feira, maio 29, 2007

Flor esta



Da rosa pode ter a cor
E mais os seus espinhos
Fortes, afiados e compridos
Quando picam, ui que dor
Toca a chupar o dedinhos
E tomar uns comprimidos.

Como esta do meu quintal
Que sobe por todo o lado

Cresce de qualquer maneira
Não cheira bem nem mal
Nem precisa muito cuidado

A famosa vulgar trepadeira.

O seu nome Buganvília
Que não significa nada
Era o nome de família
de Antoine Bougainville
que a trouxe importada
p´rá Europa, lá do Brasil.


(Bicho Solitário, Maio, 2007)

Vista daqui 28



Em Lisboa, a minha cidade!
Varandas, vasos com flores;
Craveiros de todas as cores,
Jogos de sombra e claridade.

segunda-feira, maio 28, 2007

a Fonte 107


Temos a história toda; está escrita na lápide do frontão;
Sabugo é o nome desta fonte de Sintra.
A água é muito boa, dizem, desde o sec. XV.
Foi reconstruida duas vezes, antes e depois do Terremoto de 1755.
ESTA OBRA MANDOU FAZER
O SENADO DA CAMERA DESTA VILLA
SENDO PRESIDENTE DELLA O
DOUTOR MATHIAS FRANCO
FERREIRA NO ANNO DE M.DCC.IX.

a Fonte 107A


NO FRONTÃO está escrito assim:


ESTA OBRA MANDOU FAZER O SENADO DA CAMARA DESTA VILA
SENDO PREZIDENTE O DR MARCELINO OZ.. DE.. PO...ES.. VIEIRA
E O PROCURADOR ANTº RIBEIRO DE SEQVEIRA RIBAFRIA
ANNO DE 1757

Amanhecer DCXL

Praia das Maçãs, Sintra Por vezes, parece que é o fim, mas entretanto, ao despertar, abrimos os olhos e... a vida continua!