quarta-feira, fevereiro 28, 2007

a Fonte 67a


Fonte Mourisca, 1922, Vila de Sintra

Dificuldade



Barreiras, obstáculos, atravessam o caminho;
perigos, ameaças, apertam o percurso;
em cada dia é maior a dificuldade;
avançar, progredir é muito complicado;
recuar, regressar não é mais solução;
a memória já mal responde à recordação;
parado, quieto, mudo e quedo, seco;
imóvel, como uma amiba fora de água;
sensibildade congelada, pensamento desligado;
a deixar o tempo escorrer:

- E o tempo, passa;
e a vida, passa!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Marasmo


Estou calmo, mas não tranquilo.
É aparente, a auréola de quietude que me rodeia.
Há qualquer coisa em agitação permanente, às voltas cá por dentro.
Estou num desassossego indescritível, sinto uma angústia que não quero explicar.
Não mostro outra coisa que não seja apatia.
Calmo, mas tenso.
Tão ansioso que nem sinto o que penso.

a Fonte 67


Bacia da Fonte da Vila - Sintra

sábado, fevereiro 24, 2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Nas Rodas do Outro Tempo


Se és um bom amigo,
entra que a casa é tua.
Se não és também te digo,
É bem melhor ficares na rua!
(diz a Laurinha)

Homenagem


Verdes são os campos
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,

De erva vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração

(Estátua de Zeca Afonso, no Parque Central da Cidade da Amadora)

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

meia porta



Estou a meio,
meia porta,
porta aberta

Estava aqui a pensar,

tenho que me decidir;
não sei se vou entrar,
ou porventura sair?

a Fonte 66


Azenhas do Mar - Sintra

Santo António com o Menino;
num painel de azulejo;
uma torneira na parede;
uma bacia de pedra;

domingo, fevereiro 18, 2007

no Adro



Logo ali, no adro da igreja, em saindo da missa,
dizia ele, baixinho ao ouvido da moça ladina:

Ê vi-te ontem no quintal!
Estavas colhendo hortelã.
Ê cá, gosto de ti,
E tu? Hãããã???

sábado, fevereiro 17, 2007

Amanhecer LVIII


O sol agora, pode entrar à vontade,
por onde já entrou a chuva e ofrio.
A recuperação é muito difícil, para
estas ruínas na Vila de Colares.
Também já, para mim, é complicada,
a recuperação...

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...