terça-feira, dezembro 12, 2006

a Fonte 47


Giovani Lorenzo Bernini

Não sei se o autor foi o Bernini filho ou o pai (escultores Napolitanos), posto que ambos desenharam algumas fontes monumentais em Roma.

Esta aqui na foto, não faz parte das fontes famosas de Roma, é pouco conhecida pois não é muito grande e encontra-se mais ou menos escondida numa rua do bairro típico do Trastevere - o Bairro de Alfama, lá do sítio.

domingo, dezembro 10, 2006

era pequenino



Quando eu era pequenino,
Acabado de nascer.
Inda mal abria os olhos,
Já era para te ver.

Quando eu já for velhinho,
Acabado de morrer.
Olha bem para os meus olhos
Sem vida te hão-de ver.

(Cancioneiro, Quinta do Bil)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

a tarde



É tarde. Se é tarde, viesse mais cedo!

Nunca é tarde para aprender!

De manhã ao monte, de tarde à fonte.

Quem tarde vier comerá do que trouxer.

Tarde se arrepende quem tudo despende.

Embora tarde, sempre chega a verdade.

Sol de Inverno, tarde sai e cedo vai.

Março, marçagão, de manhã Inverno, de tarde Verão.

Laranja, de manhã é Ouro, de tarde é Prata, e à noite mata!

Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita.

Mais tarde ou mais cedo, isto tinha que acabar...

Não é tarde nem é cedo! É agora!

..vou já embora. Chiça! Até que'nfim.

Mais vale tarde do que nunca!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

a Fonte 45



Granja (Vialonga)

Poço equipado com três zingarelhos para trazer a água, que já não tem, para cima para o chafariz.

terça-feira, dezembro 05, 2006

a comunicar



Hoje acordei com forte disposição
para escrever mais qualquer coisa.
Mas, o meu pensamento não poisa.
Parece que me faltou a imaginação.

Será problema de psiquiatria? Talvez...
Pois é, tenho dificuldade em comunicar,
tudo aquilo que tenho estado a pensar.
Ora... que se lixe, fica para outra vez.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

a Fonte 44


Vialonga - Alverca
Não é bonita nem é feia;
para mim foi tão só, uma impressão refrescante naquela quente tarde de fim de Primavera quando por aqui passei quase no limite de 6 horas e 30 kms de caminhada.

sábado, dezembro 02, 2006

Amanhecer XXXIX


Um Sábado de manhã diferente.
Não é na várzea de Colares, comme d'habitude.
Temos um amanhecer na foz da Ribeira de Colares.

Quentes e boas


O Homem das Castanhas

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

(Ary dos Santos)

Noite Africana

Ilha da Boa Vista, Cabo Verde Cai a noite no barlavento do arquipélago cabo-verdiano.