domingo, junho 11, 2006

Mas eu volto


Sim, sim, sim, eu prometo voltar.
Não é caso para tanta tristeza.
São só 8 diazitos sem notícias.

Vou viajar


Vou mesmo!
É coisa para muito tempo.
Muitos dias, muitas horas...
Vou andar lá pelos Algarves.
Sim, senhor, estou a precisar,
de mudar de clima, de vistas.
Não vou escrever nada para aqui,
mas levo um bloco de papel e caneta;
não vou fotografar nada por lá,
mas levo a Kodack e três Cartões;
mais as pilhas e o seu carregador,
não sei se vou levar o computador!?
Talvez? Haverá espaço na bagageira?
Tenho alguns livros para ler.
Bom, tenho que ir andando - está na hora
preciso arrumar a tralha para levar e...
vou tentar ir para fora cá dentro!
nunca foi tão verdade este slogan,
mudar a paisagem do pensamento
voltar o olhar para o exterior
soltar as amarras do espírito

Bem, vou ali, já venho - fiquem bem - até dia 18.

sábado, junho 10, 2006

sexta-feira, junho 09, 2006

Pelo cano abaixo


porque amanhã é Sábado,
o último dia da Semana,
o sagrado dia de descanso.
Comecei a meditar sobre o tema
e percebi que afinal o Domingo
é o primeiro dia da semana,
e por causa disso é feriado
desde o tempo dos Romanos.
Feriado, feria, feira, festa.
Romarias, d'antes eram ao Domingo.
Por isso em Português se chama
segunda-feira, terça-feira, etc.
aos restantes dias da semana.
Estava bem visto... ou bem escrito,
mas o resto deste ensaio de cultura
foi-se daqui por causa da tecla "Del".
Melhor assim, pois para uma diarreia mental,
o caminho mais indicado é, pelo cano abaixo!

quinta-feira, junho 08, 2006

Mais vale prevenir


"Mais vale prvenir do que remediar!"
"Porque não há duas sem três."
Mas este caso, justifica na perfeição o velho adágio:
"Depois da casa roubada, trancas à porta!"
Assim reza a legenda nestes azulejos, na ermida de Porto Salvo - Oeiras:
ESTA PORTA FOI INUTILIZADA POR TER SIDO POR ELA ROUBADA ESTA ERMIDA 1ª VEZ E 2ª AOS 11 DE SETEMBRO DE 1874.

segunda-feira, junho 05, 2006

Poema do Mar


Quando eu era puto, já lá vão praí uns 50 anos, um montão de tempo, que para o meu filho ou o meu neto que têm agora 8 anos, é uma coisa inimaginável - 50 anos!!!
Mas o que eu queria contar é que, nesse meu tempo de puto, éramos todos muito estranhos:

a vida era muito esquisita, sem computadores, nem internet, nem sequer televisão, mas já havia rádio, livrinhos de estórias aos quadradinhos e cromos para coleccionar e colar em cadernetas - fantástico, simplesmente maravilhoso, ainda me lembro da colecção das "Figuras Ilustres" e da "História do Automóvel" e... os "Bonecos da Bola", isso era o máximo - jogar à palmadinha, sensacional!!!

Portanto, nesta situação, era natural que os miúdos da época, se desenvolvessem de uma forma assim um bocado esquisita, não é? Pois é. Um bom exêmplo disso é este poema, um estúpido poema, que os idiotas dos miúdos do meu tempo diziam, já não sei a que propósito. Era assim:

Ó mar alto, ó mar alto
Ó mar alto do mar morto

Praia mar, baixa mar
Baixa mar pai a outro.

domingo, junho 04, 2006

100 anos de sombra


se eu pudesse colocar esta fotografia em escala maior, era bonito;
os verdes das folhas, os castanhos dos troncos dos plátanos;
as sombras luminosas num extraordinário dia de sol aberto;
desde 1906 á porta da Casa Santa Rita, no Vinagre de Colares.

sábado, junho 03, 2006

Amanhecer XVIII


É Sábado:
como de costume o meu passeio (solitário) pedestre por Colares, entre as 10 e as 11 horas da manhã.
Sol aberto, tempo radioso, muito quente, já só apetece estar à sombra.

sexta-feira, junho 02, 2006

les noisettes


(W.A. Bouguerau - pintura, 1882)

LAISSE LES NOISETTES

Laisse les noisettes, maure,
C'est moi qui les gaulerai !
Trois ou quatre par bouquet,
C'est moi qui les gaulerai.

Sur les rives du Dinadamar,
C'est moi qui les gaulerai.
Il y a là une chrétienne,
C'est moi qui les gaulerai.
Elle était là à cueillir les noisettes,
C'est moi qui les gaulerai.
Le maure arrive pour l'aider,
C'est moi qui les gaulerai.
Et elle lui répond, fâchée,
C'est moi qui les gaulerai.

(Lope de Vega)

Noite Africana

Ilha da Boa Vista, Cabo Verde Cai a noite no barlavento do arquipélago cabo-verdiano.