sábado, março 04, 2006

amanhecer VII


Porque hoje é Sábado, eu devia colocar aqui a já tradicional imagem do raiar do sol matinal sobre a varzea de Colares.
Desta vez, fui dar a voltinha para outro lado e a imagem do sábado de manhã, captada entre a Praia das Maçãs e as Azenhas, mostra uma conhecida vivenda que não passa despercebida a quem por aqui passa.

sexta-feira, março 03, 2006

para Sofia Flor


Bem lindo o nome Sofia, de etimologia Grega, que significa Sabedoria.
Para mim soa tão bem como Leonor, não sei porquê, gosto muito de um e de outro.
Talvez porque tive uma colega de escola que eu admirava e nunca esqueci, chamada Leonor.
E porque tive uma colega de trabalho nos últimos tempos, que muito considerei, chamada Sofia.
A Sofia que eu conheci, era incomparavelmente mais bela que a Leonor.

Um destes dias, Maria vamos inventar e publicar aqui um poema para a tua Sofia... e parabéns, à Mãe Inês.

nossas Ruas 6


(...
Portanto, estou só.
E, no entanto, quanto sonho me habitou de me entender nos outros, de lhes dar as mãos em aliança, de ampliar a minha presença na sua presença fugitiva. Só não sei ajuizar, definitivamente, sobre o valor da solidão ou da comunidade.
Tal como do suicídio.
É cobarde, é corajoso, o que frontalmente se mata? Assumir… Será mais corajoso assumir a cobardia do que não assumir a coragem? Porque há o corajoso que se não assume, que o é só por cobardia.
Sei que vim para falar e ouvir.
Só que o modo de o fazer, a voz a transmitir e a escutar se me mudaram. Ou não bem isso: tornaram-se mais exigentes, quiseram ressoar ao que em nós é já silêncio.
...Vergílio Ferreira)

Casinha e Azulejos


(Casinha numa calçada de Lisboa)

No conforto pobrezinho do meu lar,
Há fartura de carinho.
A cortina da janela é o luar,
Mais o sol que bate nela...
Basta pouco, poucochinho para alegrar
Uma existência singela...
E só amor, pão e vinho
E um caldo verde, verdinho
A fumegar na tijela.

Lisboa especial


No tempo em que, disse e muito bem a Spuk:
"Eu era feliz e não sabia",
visitei pela primeira vez neste lugar há um montão de anos.

Aqui fica uma imagem, que não saiu bem mas, se não é inédita, é pelo menos diferente. A minha Lisboa, vista de um jardim e miradouro meio escondido e pouco conhecido - o Jardim do Torel, ao cimo do Elevador do Lavra. O sítio ainda é uma ilha de sossego bem por cima do centro da cidade.

Cores de Inverno 2


Casa da Azenha, em Colares - Sintra

Córrego, vereda, ponte, muros.

quinta-feira, março 02, 2006

Sacanear



Só porqu'estou velhinho
e não subo mais a escada
tu ficas no andar de cima
tirando o teu vestidinho
fazendo um strip-tease
só p'ra me sacanear.

É o fim da macacada
mas eu cá vou aguentar.
Tomo chá de Lúcia-Lima
E podes repetir, please!
Peço eu a bater palmas
só p'ra te sacanear.

(música popular)

Mariazinha



Ó que ranchinho de moças
Ó que bela mocidade
São criadas numa aldeia
Parecem duma cidade

Acorda, Maria acorda
Acorda, Mariazinha
Quem tem amores não dorme
Senão de madrugadinha

Senão de madrugadinha
Que uma paixão te consome
Acorda, Mariazinha
Quem tem amores não dorme

(musica popular)

Janela do Vinho

(Janela de Adega nas Azenhas do Mar)


Era o vinho, meu Deus era o vinho
Era a coisa que eu mais adorava
Só por morte meu Deus, só por morte
Só por morte o vinho deixava

Ai minha sogra quando morreu
Ai levou o diabo com ela
Ai deixou-me a chave da adega
Ai mas o vinho bebeu-o ela

Ai eu hei-de morrer numa adega
Ai com um copo de vinho na mão
Ai o vinho é minha mortalha
Ai a pipa é meu caixão

(musica popular)

quarta-feira, março 01, 2006

Nossas Ruas 4


...e choveu bastante este Fim-de-semana.

o Fiel Amigo


I
Batem sinos nas capelas
bandeiras a meio pau
moços, velhos e donzelas
ponham luto nas panelas
que morreu o Bacalhau.
II
Com dinheiro havia a Bula
nesse tempo tão sacana
uns podiam comer carne
e outros só a barbatana.

(Quadras populares)

Noite Parada

Retido em Casa - dia 29 O nevoeiro cerrado adensa o silêncio e as sombras da noite. Não há movimento na rua - está toda a gente fechad...